História do Myth - OBS: Muito texto

Assuntos gerais relacionados ao jogo Myth 2: Soulblighter.
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História do Myth - OBS: Muito texto

Mensagempor Kurt Ramone » Qua Jul 29, 2009 2:00 pm

ATENÇÃO:
Se alguém souber onde compro ou encontro a versão em português do Myth 3 por favor me informe por PM.


Olá pessoal, bom eu separei aqui a história do Myth TFL e SB e uma parte do TWA pra quem gosta ou tem o jogo em inglês, ou ainda quem não leu a de um deles agora pode se divertir. Coloquei os textos das unidades tem que são bem interessantes também (peguei com o editor e o prólogo na revista que veio com o Myth TFL).

Bom eu espero que gostem e qualquer erro de português, palavras ou frases repetidas ou sem sentido, ou qualquer outro tipo de erro que encontrem pode citar falando o local onde há o erro, para que eu possa corrigir (provavelmente deve ter vários erros). São mais que 38 folhas do Word.

Agradecimento: Ao Hélcio (Thor), que fez foto cópias da História de Andir na revista do Myth 2 e me enviou.


Myth - The Fallen Lords

Prólogo:

"Deve haver uma esperança."

Duas noites atrás, meia dúzia de homens e eu estávamos encolhidos ao redor da fogueira do nosso acampamento tentando manter-nos aquecidos, quando um dos homens disse tais palavras. Ele havia se juntado à Legião com três semanas de antecedência e começou a falar sozinho logo após o cutelo de um Ghôl decepar três dedos de sua mão esquerda. Ele ficou lá, agachado no lodo e repetindo aquela sentença para si mesmo. Se ele procurava por alguma forma de apoio ou simpatia, acabou de mãos vazias, pois ninguém lhe deu atenção.

Esta noite, eu sento próximo a outra fogueira, a cinqüenta milhas ao noroeste, lembrando como ele gritou esta manha quando quatro Servos o cercaram, derrubaram a espada que estava na mão que não havia sido ferida e o cortaram-no em pedaços.

A guerra no norte já dura sete anos, e eu estou me cansando de escrever esse tipo de recordações. A força do habito ajuda um pouco, mas eu já escrevi sobre a frieza de tantos ataques... tantas retiradas. Então por que será que eu continuo a fazer isso? Escrever cada detalhe que eu consigo lembrar – os nomes dos homens que tombaram... as cidades em chamas e a sensação do calor em nossas costas enquanto batíamos em retirada – costumava ajudar-me a dormir a noite. Agora, é somente alguma coisa para se fazer entre lutar e dormir.

Algumas vezes, a sensação de futilidade é esmagadora. Agora que a maior parte deste continente enegrecido pelo pavor da guerra pertence aos Fallen Lords e seus servos carniceiros, é fácil ficar desencorajado. Algumas vezes, eu sinto que agüentar este fato por sete anos não significa mais nada. Que escrever crônicas sobre a lenta morte deste mundo e de seus povos significa ainda menos. Nossos esforços parecem não fazer a menor diferença e eu fico pensando se foi uma boa idéia ter me alistado na Legião.

Pelo que dizia a história, Connacht veio do leste no mesmo momento que um cometa apareceu nos céus do oeste. Naquele tempo, o mundo vivia sob a sombra dos Myrkridia – uma raça de criaturas canibais, "horríveis demais para serem descritas às crianças", como dizia meu avô. Eu ouvi outras histórias desde então, mas parece que ninguém conseguia descrever da mesma forma o que eram os Myrkridia ou como eles conseguiram espalhar o pavor pela terra durante centenas de anos. Eu considerei estas histórias como fantasias banais mesmo diante da convicção – e do medo – que saltava dos olhos turvos de meu avô quando ele as contava.

Em cem anos Connacht foi o primeiro humano a sobreviver diante de uma batalha contra os Myrkridia... e ele não somente sobreviveu; ele triunfou. Eles os caçou e os aprisionou em um artefato chamado Tain, uma prisão sem muros que os forjadores de Muirthemne haviam criado sob suas ordens. Quando os Myrkridia desapareceram, Connacht conquistou o titulo de Imperador e reinou durante o período que ficou conhecido como a Era da Luz. A história de Connacht termina neste ponto. Alguns dizem que ele morre, foi assassinado ou raptado. Outros dizem que ele deixou Muirthemne na busca de um poderoso artefato. Supostamente, o imenso poder de objetos como o Tain acabou por faciná-lo e amedrontá-lo ao mesmo tempo. Connacht era conhecido por ter buscado objetos de poder similar – as cinco Pedras Eblis, o Espelho de Transmist e o Codex Total. Ele destruiu os artefatos que conseguiu e os outros foram escondidos. Em todo caso nenhum destes objetos foi visto por vários séculos.

De fato, tudo isso é história antiga. Mas Balor e o resto dos Fallen incendiaram Muirthemne há poucos anos. Com um rápido olhar sobre nossas fileiras, sou lembrado de que não somos o bravo exército de Connacht e sim, um bando à serviço dos Nove. E eu duvido que Connacht apareça para nos salvar.

Bem de volta a quando eu me juntei a Legião. Havia um andarilho louco que entretia a qualquer um que estivesse cansado demais para prosseguir com sua teoria sobre o Limite de Tudo – aquela linha entre nossa terra e o nada que esta além do Reino de Gower, terra onde Connacht surgiu. Ele dizia que o mundo tem dois lados e girava constantemente, como uma moeda lançada ao ar, e que os vivos e os mortos estavam presos à superfície do planeta por feitiços extremamente poderosos, os quais jamais o homem poderia dominar. Dizia também "que a luz e as trevas dominam o mundo sucessivamente e que a terra pertence ora os homens, ora aos mortos". Eu havia me cansado do seu vocabulário aficionado, bem como de suas idéias idiotas, mas sou obrigado a confessar que eu senti uma pontinha de tristeza quando ele morreu. Eu também nunca soube seu nome.

Na ultima semana, os acampamentos agitaram-se com os rumores de que os Nove haviam posto suas mãos em alguma coisa que poderia mudar o rumo da guerra. Muitos de nós estão inclinados a encarar isto como insensatez. Afinal, são sete anos de combates sangrentos contra os incansáveis e infinitamente numéricos mortos-vivos. Eu mesmo admito que isso parece ridículo. Um talismã que nos manteria vivos. Um talismã que, de alguma forma, daria-nos força para resistir e sobrepujar Balor? Você pode estar pensando que os Nove teriam-no usado antes. De qualquer forma, são apenas rumores e eu aprendi a não dar muita atenção a rumores.

Os homens da Legião já ouviram muitas promessas de que tudo mudaria um dia desses. Ninguém quer ouvir palavras como estas, então eu guardo-as para mim. Suspeito que outros nutram alguma esperança, ainda que não falem abertamente.

Poderíamos seguir em frente, fantasiando um futuro além desta guerra, se não tivéssemos uma chance?

Se isto fosse verdade nós poderíamos seguir em frente. No entanto nós estamos aqui

Deve haver uma esperança.

Abertura do Myth – The Fallen Lords:
Em um longo tempo atrás, os exércitos das Trevas entraram novamente nas terras dos homens. Seus líderes foram conhecidos como The Fallen Lords, e sua terrível feitiçaria eram sem igual no Oeste.

Em trinta anos eles reduziram as nações civilizadas à carne corrompida e cinza, até a cidade livre de Madrigal sozinha os desafiar. Um exército lá se formou, e uma desesperadora batalha começou contra os Fallen.

Os heróis nasceram no fogo e no sangue derramado das guerras que se seguiram, e seus nomes e ações jamais serão esquecidos.

Níveis:

01 – Ponte do Corvo (Crow’s Bridge)
A Legião segue para o sul; Shiver alcançou Madrigal

Quarta-feira, 3 de Agosto, Crow’s Bridge

Ontem nossa Legião entrou na aldeia de Crow’s Bridge e fez uma parada para passar a noite. Estamos agora a apenas quatro dias de marcha da cidade de Madrigal que esta cercada e, com um pouco de sorte, chegaremos lá a tempo de evitar que seja capturada pelo inimigo.

Shiver, um dos Fallen Lords esta atacando a cidade há dois dias, mas até agora tem sido afastado pelos defensores. Todos sabemos que a batalha por Madrigal decidira o destino de todas as terras do Norte e, se ela cair só poderemos nos retirar para o oceano.

Temendo por sua segurança, os aldeões pediram que ficássemos quando levantamos acampamento esta manhã. Nenhum deles compreende o que esta acontecendo, mas todos viram os refugiados vindos do Sul e estão assustados.

Nossos oficiais pareciam antipáticos, até as pessoas voltarem com nove leitões e dez dúzias de pães. Quinze de nos vão ficar, talvez para lutar contra o tédio ao invés de lutar contra os Fallen Lords e vigiar a ponte durante dois dias.

02 – A Cova do Traidor (A Traitor Grave)
A Legião chegou em Otter Ferry; Madrigal esta sitiada.

Terça-feira, 5 de Agosto, Estrada Real

Tendo repelido o ataque a Crow’s Bridge, nos dirigimos para o Sul a fim de nos unir de novo a Legião em outro vilarejo chamado Otter Ferry. No caminho, encontramos um grupo de nossos homens fugindo na direção oposta e que nos trouxe mas noticias.

A vanguarda de nosso exército (vinte mil homens) estava acampada perto de Otter Ferry há dois dias. O prefeito da aldeia deve ter adivinhado nosso plano de atravessar o rio Scamander atrás das principais forças inimigas, para ataca-las de surpresa.

Talvez com a covarde esperança de que seria poupado quando as Trevas dominassem Madrigal, o prefeito pretende nos entregar ao inimigo. Uma morte rápida será boa demais para ele, mas não temos tempo.

Um dos habitantes conhece a clareira em que o prefeito combinou seu encontro com as Trevas e nos levará até lá.

03 – O cerco a Madrigal (The Siege of Madrigal)
Os exércitos combinados do norte atacaram Shiver de surpresa.

Sexta-feira, 8 de Agosto, Otter Ferry

Nossa vanguarda cruzou o Scamander sem encontrar oposição e permanece escondida na margem Sul do rio. O ataque começará duas horas depois da meia noite, contra o flanco direito de Shiver, na mesma hora em que a guarnição de Madrigal sair pelo Gate of Storms e atacar pela frente.

Mas não estarei perto de Madrigal quando isto acontecer. Uma hora antes do ataque principal, eu e um pequeno grupo de homens nos dirigiremos a direção oposta, para atacar o acampamento abandonado do inimigo, esperando distrair as forças e a atenção da cidade antes que a verdadeira batalha tenha inicio.

O plano é abrir caminho lutando, através da ponte e dentro na cidade capturada de Comfort. Dali localizaremos o acampamento inimigo e criaremos o máximo de distração possível.

Cada Servo que permanecer no campo para lutar conosco será um a menos que nossas forças precisarão destroçar em Madrigal.

04 – Regresso ao Lar (Homecoming)
Watcher entrou em Covernant buscando o Codex Total.

Segunda-feira, 15 de Setembro, Arredores de Tyr

A batalha por Madrigal durou dois dias inteiros. Shiver caiu na primeira noite em um espetacular duelo com Rabican, um dos Nove. Ninguém esperava por isso. Nunca antes havíamos desafiado um dos Fallen Lords e vencido.

Mas a verdade por trás da vitória é mais estranha que os rumores. Aparentemente os Nove descobriram a cabeça decapitada de um dos antigos inimigos de Balor, enterrada no deserto sob várias toneladas de areia e pedra e conseguiram conversar com aquela coisa. Balor e o poder por trás dos Fallen Lords. Imaginamos que o inimigo dele é nosso amigo.

Dizem que a Cabeça tem uma velha conta a ajustar com Shiver. Ela contou a Rabican que a única fraqueza dela é a vaidade e lhe mostrou como explora-la.

A Cabeça parece saber algo a respeito de tudo e agora nos mandou procurar por um artefato chamado Codex Total, localizado na cidade em ruínas de Covernant, mas o primeiro grupo enviado para recuperá-lo não voltou.

Em alguns minutos o próprio Rabican ira enviar alguns de nos, através do No do Mundo, para Covernant para trazer o Codex de volta.

05 – Retirara de Covernant (Flight From Covernant)
Watcher arrasa as ruínas de Covernant em busca do Codex Total.

Segunda-feira, 15 de Setembro, Shepherd’s Gate, Covernant

Watcher entrou em Covernant pelo Norte e seus incansáveis mortos-vivos então saqueando a velha cidade pela segunda vez, destruindo as velhas estruturas em seu caminho e escurecendo o céu com poeira e fumaça. É obvio que ele deseja o livro que agora esta no fundo da minha mochila.

Indo contra meus próprios julgamentos, abri o Codex na noite passada, em uma página ao acaso li sobre a vida de um homem ainda não nascido. Ele ressuscitarias os Myrkridia e traria ao mundo horrores sem igual na história ou nos mitos. Eu acreditei em cada palavra e decidi destruir essa coisa antes de permitir que se tornasse um instrumento das Trevas.

Mauriac agora esta de pé, falando aos homens. Nos encontraremos ele e alguns poucos sobreviventes da primeira expedição, escondidos em um porão destruído, a poucas centenas de pés do muro externo. Nos reunimos a eles para um breve repouso, até o amanhecer.

06 – Força Dez de Stoneheim (Force Ten from Stoneheim)
Deceiver se aproxima das montanhas

Sexta-feira, 7 de Novembro, A planice de Scales

Estamos a dois dias no túnel do lado de fora de Covernant, com Watcher caminhando sobre nós a cada poucas horas, sacudindo o chão com sua fúria e quase nos enterrando vivos por duas vezes. Em algum momento, no segundo dia, os tremores se tornaram cada vez menos distintos e ficamos aliviados em descobrir apenas ratos e mosquitos a nossa espera, quando chegamos a Schoal.

Não desejando voltar para o Leste, descemos à costa em direção da velha cidade de Scales, onde encontramos a guarnição Sul de Maeldun e entregamos o Codex Total.

Lá ficamos sabendo que, por coincidência, as forças aliadas do Norte estão apenas quatro dias atrás de nos, dirigindo-se para as montanhas para impedir Deceiver, outro dos Fallen Lords, de cruzar as Montanhas de Cloudspine antes do inverno.

Mas não podemos esperar por eles: há um No do Mundo a Oeste das Cloudspine e a Cabeça insiste que o inimigo aprendeu a viajar através dos Nos. Se não destruirmos esse portal, poderemos tomar as montanhas apenas para sermos atacados pelas forças que surgirem do No atrás de nos.

Oito anões e todos os homens de Scales da Legião se apresentaram como voluntários para a missão.

07 – Bagrada ( Bagrada)
Deceiver tenta cruzar as montanhas Cloudspine nos Seven Gates e Bagrada.

Quarta-feira, 12 de Novembro, Fool’s Traverse, Bagrada

Eu simplesmente odeio o frio. Bastam alguns meses de tempo quente para você esquecer o que é ter seus olhos congelados e o ranho petrificado no seu nariz. E tenho certeza de que o frio não incomoda nenhum pouco os mortos-vivos.

Estamos aqui, nas montanhas, para impedir Deceiver de passar para o Leste antes que o inverno feche os caminhos altos. Já começou a nevar mais do que alguns dias.

Bagrada é um labirinto de pequenos desfiladeiros, cruzando as montanhas e entre a Planice de Scales e a Floresta Heart. Há trinta pequenos grupos de homens, como o meu, esperando em cruzamentos-chave no interior da passagem, mas o grosso das nossas forças esta acampado no vale abaixo. Com refeições quentes e camas quentes.

Imagino que a pior coisa em se ter a reputação de ser um grupo de durões é que a Legião sempre esta onde a luta será pior. Portanto estamos aqui, na primeira linha de defesa contra um ataque de Deceiver.

Tyrfing acabou de chegar correndo ao acampamento, avisando que nosso fogo de sinalização estava apagado. Isto significa encrenca.

08 – Emboscada em Devil’s Overlook (Ambush at Devil’s Overlook)
Deceiver recuou; Ponto para o inverno.

Sexta-feira, 14 de Novembro, Devil’s Overlook, Bagrada

A neve não para há dois dias e em alguns lugares ela já tem duas vezes a altura de um homem. Mesmo os Fallen precisarão esperar até a primavera antes de tentarem atravessar as montanhas aqui outra vez.

Mas nem todos os inimigos se retiraram diante da neve. Durante as duas últimas horas, temos observado uma coluna de cem zumbis, separados de seus amos e obviamente perdidos, perambulando pelos desfiladeiros abaixo. Os anões estão correndo por toda parte, como crianças delirantes. Deve ser uma emboscada espetacular.

Rabican tomou os Seven Gates e a neve começou lá também. Fizemos o impensável. Fizemos os Fallen recuar de volta para as montanhas.

Mas nosso sucesso aqui foi compensado pelo fracasso de Alric em voltar do Oeste com o exército antes do inverno e pela continua presença de Watcher atrás de nos. Não vai ser um inverno fácil.

09 – Os Cinco Companheiros (The Five Champions)
Os cinco companheiros se aproximam do acampamento do Deceiver

Quarta-feira, 19 de Novembro, a Barreira

Voltei ao meu diário depois de alguns meses e coloquei os dois registros seguintes em ordem cronológica depois de Bagrada, onde parecem ficar melhor.

Não testemunhei os eventos que vou relatar, mas repito as histórias daqueles que sobreviveram a eles. Não foi senão depois do desastre na Floresta Heart que o resto de nos soube alguma coisa a respeito.

Tudo começou quando os Nove souberam que Alric havia sido dizimado. Não tenho certeza de como eles ficaram sabendo, mas aposto que a cabeça lhes contou (na época em que a Cabeça não podia fazer o mal).

Por ordem dos Nove, nossos oficiais escolheram cinco campeões na Legião, que foram transportados por cima das montanhas por um balão e desembarcados a noite no árido deserto a vinte milhas do acampamento de Deceiver.

Suas instruções eram de Alric usando todos os meios disponíveis e para trazê-lo de volta para Oeste. Acredito que os Nove suspeitam das circunstâncias envolvendo a captura de Alric e pretendiam descobrir porque a Cabeça o havia enviado para as montanhas.

10 – Fora da Barreira (Out of the Barrier)
Os cinco companheiros fogem com Alric.

Quarta-feira, 19 de Novembro, A Barreira

Mais tarde os companheiros me contaram que encontrar Alric foi a parte fácil e que quebrar os encantamentos que o prendiam foi questão de alguns momentos de reflexão. Não foi senão depois que eles iniciaram a escapada, carregando um Alric pouco consciente e sem reações, que o resgate se tornou legendário.

Os companheiros disseram que, próximo ao final, Alric se tornou, cada vez mais lúcido e revelou coisas naquele dia no deserto que só fizeram sentido a luz dos eventos posteriores. Ele continuamente voltava à crença de que havia sido traído.

Alric resmungou sobre uma armadura tão poderosa, que quem a usasse tornava0se invulnerável a ataques e incansável na batalha. Ele afirmava que ela estava na enterrada em algum lugar do deserto do Oeste e que havia sido enviado pela cabeça para recuperá-la.

Eles contaram que Alric falava frequentemente com a Cabeça, ridicularizando a crença dos Nove de que ela era um dos Avatara de Connacht, o grande herói da Era do Vento, que expulsou o cruel Moagim da terra; a Cabeça afirma ter sido um dos conselheiros mais íntimos de Connacht durante essa época.

Certa vez, Alric chegou a falar da derrota da Cabeça por Balor, quando perdeu seu corpo. Mas comecei a imaginar como um dos Avatara da Era do Vendo havia sobrevivido ao próprio Connacht por séculos, para lutar contra Balor em uma batalha muito antes de Oeste ter sequer ouvido falar dos Fallen Lords.

Não tenho conseguido conciliar isso com o que sei de história.

11 – Silvermines (Silvermines)
Avance com seus membros da Legião e explore Silvermines.

Domingo, 30 de Novembro, Arredores de Silvermines

Todas as velhas histórias contam que quando Balor libertou Watcher de sua prisão sob Cloudspine, um de seus braços ficou preso em sua cela de pedra sólida. Imobilizado por um poderoso feitiço de confinamento, ele deveria ter permanecido ali para sempre. Mas isso não aconteceu.

Hoje estamos a cem milhas de Bagrada e dois dias antes do resto da Legião, nos arredores de uma cidade chamada Silvermines, procurando o braço do Watcher. Vocês não fazem idéia de como nos sentimos pequenos, andando pelas ruínas de uma cidade abandonada, procurando pelo braço murcho do segundo ou terceiro feiticeiro mais poderoso de que se tem noticia.

Não entendo como o braço chegou a Silvermines, ou como os Nove sabiam onde procura-lo, mas posso dizer que eles o querem desesperadamente. Esperam usar o braço do Watcher contra ele, se o encontrarmos. E como saber seu verdadeiro nome, mas ainda melhor. Mais uma vez, não tenho a intenção de compreender.

O problema é que Deceiver esta pensando a mesma coisa. Alguns dos Fallen tem mais de um milênio de idade e suas rivalidades têm a mesma idade. Sabemos que Deceiver também esta procurando o Braço e que esta fazendo escavações em Silvermines desde o último verão.

Vamos entrar esta noite para pega-lo.

12 – Sombra da Montanha (Shadow of the Mountain)
Rabican foi cercado por Watcher; Maeldun marcha ao norte para ajudar.

Domingo, 30 de Novembro, Aos pés das Montanhas Cloudspine

O enorme vulcão que protege os Seven Gates esta em erupção pela primeira vez em dez séculos. Os tremores começaram ontem no final da noite e desde meia noite tem havido uma chuva constante de cinzas quentes e fogo. Mesmo aqui, a trinta milhas de distância, quase se tem a sensação de que é verão.

Como se a fúria da montanha fosse uma profecia maléfica, Rabican foi cercado e esmagado por Watcher que atacou de surpresa vindo do Oeste.

Os sobreviventes dessa batalha, que conseguiram chegar até nos, falaram que fitas de fogo arrancando a carne dos ossos e de espessas nuvens de veneno que apodreciam formações inteiras de homens, reduzindo-os em pedaços de carne, em uma questão de segundos. Nossos feiticeiros foram incapazes de deter a carnificina.

Eles também disseram que a passagem para os Seven Gates tornou-se um rio furioso, alimentado pela neve que se derrete a medida que o vulcão aquece a terra ao seu redor. Os defensores que permaneceram na passagem se afogaram com toda a certeza e, em alguns dias, quando a água tiver baixado, a passagem estará aberta e desprotegida outra vez.

Mas nada disso nos preocupa. O que resta da guarnição de Silvermines esta a menos de dez minutos atrás de nós, determinada a recuperar o Braço. Todos estamos cansados demais para continuar correndo e nosso batedores escolheram uma montanha em frente, onde podemos fazer uma parada.

Ouvi dizer que há alguns de nossos homens entre os nossos perseguidores, convertidos para as trevas pelo Deceiver. Nenhum de nós procurou encontra-los durante a batalha.

13 – Seven Gates (Seven Gates)
Maeldun protege os Seven Gates; Watcher escapa pelas montanhas.

Domingo, 7 de Dezembro, Seven Gates

Watcher enviou incansavelmente seu exército contra os remanescentes fugitivos das forças de Rabican e para o interior dos Seven Gates. Estamos lá agora, dentro da passagem, onde ele entrou em choque com Deceiver em seu caminho rumo a Leste. Os corpos dos mortos-vivos então por toda parte, derretidos e quebrados. Parece inconcebível que algo possa ter sobrevivido.

Não sei por que ele atacou Deceiver, a menos que de alguma forma ele tenha descoberto o que estava acontecendo em Silvermines. Um dos veteranos disse que eles haviam lutado entre si após a batalha por Tyr e que Watcher mal sobreviveu. Eu tenho a sensação de que os reais motivos do que aconteceu hoje são muito anteriores a isso.

De qualquer modo, quanto à batalha acontecia a apenas algumas milhas de distância e pensávamos que em seguida Watcher viria atrás de nós, eu estava feliz porque ninguém havia me pedido para carregar seu maldito braço.

Parece que o vulcão vai manter os Seven Gates abertos durante o inverno, de modo que Maeldun esta enviando, patrulhas para recuperar o passo. A crescente vela acesa atrai mariposas e, se algum inimigo sobreviveu as ondas de ataques, tenho certeza de que nós o encontraremos.

Assim termina o décimo sétimo ano da guerra.

14 – Floresta Heart (Forest Heart)
Soulblighter retorna das terras sem dono no sul e ataca a Legião.

Terça-feira, 19 de Maio, No Limite da Floresta Heart

Mais uma vez a primavera, depois de cinco meses de descanso, mais uma vez a Legião esta a caminho. Na semana passada, atravessamos os Seven Gates para as terras a Oeste, além de Cloudspine. Os fallen parecem ter abandonado as montanhas, mas não sabemos dizer por que motivo.

A Legião esta aqui sozinha, acampada nos limites da Floresta Heart, perigosamente dentro do território inimigo. Dois dos Nove estão conosco, Cu Roi e Murgen, tentando fazer contato com os gigantes da floresta que viveram neste lugar, para lhes pedir ajuda contra as Trevas.

Nenhum homem viu um dos gigantes desde a primeira batalha pelos Seven Gates, treze anos atrás. Eles ajudaram a conter a fúria do próprio Balor durante três anos, mas não voltaram no quarto ano e a passagem foi perdida.

Um dos nossos batedores acabou de chegar, tropeçando através dos arbustos e uma multidão de homens excitados se reuniu a sua volta. Alguém veio correndo do grupo e parou do meu lado o tempo suficiente para dizer: "O Soulblighter está aqui. Coloque isso no seu diário".

15 – Coração de Pedra (Heart of the Stone)

Data Desconhecida, Dentro do Tain

Não entendo o que aconteceu. Perseguindo dois Myrmidons na Floresta Heart, fui envolvido por uma neblina acinzentada que me arrancou do chão. Agora estou aqui, em uma enorme caverna subterrânea, com vários de meus camaradas. Não fomos capazes de encontrar qualquer caminho para a superfície.

Murgen acredita que fomos presos dentro do Tain, uma relíquia forjada pelos Ferreiros de Muirthemne durante a Era do Vento. Logo de sua construção, o Tain foi levado de Muirthemne por bárbaros nômades vindos do Sul e acreditava-se que havia sido perdido para sempre.

Mas dizem que os artefatos mais tenebrosos têm a capacidade de moldar os homens a sua vontade. Chamam silenciosamente pelos perversos e descontentes a milhas de distancia ou a centenas de pés sob a terra ou o mar. Dessa maneira sempre voltam à luz, não importa que tenham sido enterrados ou esquecidos.

E foi assim que Soulblighter redescobriu o Tain.

O artefato foi usado por Connacht contra a terrível raça dos Myrkridia somente uma vez antes de desaparecer. Até agora, disse Murgen, nenhum ser humano, exceto seus criadores, sabia para onde suas vítimas eram levadas. Tentei me sentir privilegiado, enquanto morro de fome.

Nada mais tenho a escrever.

16 – Os Ferreiros de Muirthemne (The Smiths of Muirthemne)

Data Desconhecida, Dentro do Tain

A tradição conta quase nada sobre os Myrkridia, exceto sobre as horríveis plataformas que construíam com as cabeças cortadas de seus inimigos. Encontramos uma dessas há algumas horas, com trinta pés de altura e cem pés de comprimento, cada crânio arrumado com uma precisão louca, que era horrível de se contemplar.

Muitos dos crânios eram humanos ou, pelo menos, humanóides, mas entre eles havia outros que certamente não eram, cujas formas e curvas eu tenho tentado esquecer desde então. No centro da plataforma, bem acima de nossas cabeças, elevava-se o antigo estandarte de batalha dos Myrkridia.

Fomos embora imediatamente.

Murgen acredita que estamos perto de encontrar uma porta dos fundos, uma saída secreta do Tain, acrescentada por seus criadores de modo que pudessem escapar da coisa se fosse usada contra eles. Naturalmente ela estará escondida e, quase certamente, protegida por armadilhas, mas é nossa única chance de fuga.

Essas cavernas são tão vastas que fomos capazes de localizar menos de cinqüenta dos quatro mil homens que suspeitamos estarem aprisionados conosco. Murgen espera poder libertar os outros depois que tivermos escapado, destruindo o Tain ao sair.
Perguntei se fazendo isso, também não libertaríamos qualquer coisa que estivesse aprisionada no Tain, mas não obtive resposta.

17 – Filhos de Myrgard (Sons of Myrgard)
A Legião segue ao norte em direção da fortaleza de Balor enquanto Balin e os anões atacam Myrgard.

Domingo, 23 de Maio, Perto de Myrgard

Acredito que Soulblighter ficou furioso quando o Tain foi destroçado. Para ele, passaram-se apenas alguns segundos entre a invocação da coisa e sua súbita destruição, enquanto que nos precisamos de dois dias no interior da caverna para escapar.

De qualquer modo, ele não demorou em descobrir o que estava errado.

Hoje fomos alcançados por mensageiros dizendo que Maeldun havia perdido Bagrada e que Deceiver havia cruzado as montanhas em Stair of Greif. E, o pior de tudo, os sobreviventes dos Nove haviam perdido a Cabeça, que aparentemente os estava traindo desde que a haviam retirado da terra, no ultimo verão.

Algo parecido com uma guerra civil estourou no Oeste, quando milhares de nossos homens, inesperadamente, levantaram-se para defender a Cabeça. Dois dos Nove foram mortos, o que os torna algo como três, se forem subtraídos Murgen e Cu Roi, que não escaparam à destruição do Tain, e os outros, que morreram este ano.

A única boa noticia é que Alric ainda esta vivo e que se juntara a nós amanhã.

Nesta região distante do Leste, os anões do nosso grupo estão mais próximos das suas terras natais ocupadas do que qualquer outro da raça deles já esteve em cinqüenta anos. Sem esperança de retorno, muitos deles decidiram morrer a abandonar seu país de novo aos Ghols que o invadiram.

O que vem a seguir é a história deles.

18 – Uma Festa há Muito Esperada (A Long Awaited Party)
Os sobreviventes atacam os velhos territórios dos anões.

Terca-feira, 24 de Maio, Myrgard

O que registrei a seguir são boatos, embora os anões que permaneceram conosco depois da Floresta Heart jurem ser verdade. Parece impossível que eles possam ter qualquer conhecimento dos eventos acontecidos, no interior de um território há muito controlado pelos Ghols, embora sua convicção não seja abalada.

Repito aqui sua história e deixo ao leitor sua própria decisão.

Liderados pelo seu batedor, Balin os anões pousaram no meio de um mar de Ghols e s destrocaram como granadas e sacolas explosivas. Mas o inimigo surgia como formigas de duas cavernas na montanha e cada um que era morto parecia ser substituído por outros dois.

Finalmente, os ataques haviam cessado e os anões se descobriram senhores do sangrento pedaço de solo em que estavam. Haviam corpos e pedaços de cadáveres por toda parte.

Um conselho foi rapidamente formado após sua vitória inesperada e os sobreviventes decidiram encontrar a ancestral cabeça divina de pedra dos Ghols e explodi-la. Os Ghols veneravam esse enorme pedaço de pedra bruta desde o nascimento de sua raça, rolando suas cem toneladas para onde suas migrações os levassem.

A continua presença do ídolo Ghol em Myrgard era uma blasfêmia e sua destruição seria como cuspir no rosto de toda a raça inimiga.

Agora, mais que nunca, os anões esperavam a morte.

19 – A Estrada Norte (The Road North)
A Legião entra no Pântano Medonho. O Guardião prepara uma emboscada logo à frente. Soulblighter nos segue pela retaguarda.

Segunda-feira, 15 de Junho, O Limite do Pântano Medonho

A Legião adentrou duzentas e cinqüenta milhas em pouco mais de duas semanas. Sem voltar para a segurança do Leste, mas dirigindo-se para o Norte, em direção das cidades congeladas dos Trow e a fortaleza de Balor.

De volta da Floresta Heart, Alric convenceu nossos oficiais de que o Oesta estava perdido. De que nosso pequeno grupo em nada ajudaria nas inúteis batalhas que logo seriam lutadas em Madrigal, Willow e Tandem. Essas cidades cairiam, ele disse, e toda a sua população morreria, quer nos sacrificássemos ou não.

Então, ele nos disse o que deveríamos fazer.

Alric foi interrogado por Balor durante seu cativeiro e soube, por acaso, que Balor havia ligado cada um dos Fallen a si mesmo, para garantir obediência a sua vontade. Os Fallen retiravam seu poder desses elos e se Balor fosse morto, todos eles se tornariam impotentes. Os exércitos das Trevas cairiam.

Portanto, Balor deve ser destruído. Mas hoje estamos apenas nas margens do Pântano Medonho, a quase quinhentas milhas de sua fortaleza, com Watcher esperando para nos emboscar a frente e Soulblighter nos seguindo por trás. Temos um longo caminho a nossa frente.

Eu e alguns homens estamos deixando a coluna principal dentro de alguns momentos, para descobrir o destino de um grupo de reconhecimento que não voltou. Nenhum de nos espera encontrá-los vivos, mas devemos recuperar um artefato levado por seu líder, gr’Uman, Tenente dos Arqueiros.

20 – Através do Gjol (Across the Gjol)
A retaguarda da legião tenta deter Soulblighter no Gjol.

Quarta-feira, 24 de Junho, A Margem Sul do Gjol

A Legião alcançou o Gjol, o rio envenenado que alimenta o Pântano Medonho. Soulblighter tem atacado continuamente nossa retaguarda nos últimos dois dias. Entre isto e as varias emboscadas do Watcher ao longo do caminho, parece que os dois Fallen estão disputando para ver quem nos destrói primeiro.

Atravessaremos o rio meia-noite, mas deixaremos alguns homens para emboscar Soulblighter, quando ele tentar nos seguir. Alric pretente atacar Watcher enquanto o Soulblighter é atrasado e, então, fugir para o Norte antes que um deles force uma batalha decisiva.

Ontem eu vi iu’Shee, capitão dos arqueiros, com um punhado de flechas brancas com cinco pés de comprimento, com pontas feitas de fragmentos de ossos. Perdi de vista quem estava carregando o braço do Watcher quando fugimos de Silvermines, mas suspeito que ele esteja de volta.

Fui um dos homens escolhidos para proteger o Gjol contra Soulblighter.

21 – Watcher. (The Watcher)
A Legião escapa depois de transformar Watcher em pedra. Cem voluntários retornaram para estraçalhá-lo.

Quinta-feira, 25 de Junho, Próximo do Acampamento do Watcher

Fizemos nossa retirada do rio em meio ao caos. Não houve tempo para escrever até o dia seguinte, quando finalmente deixamos o pântano e chegamos a terra ais seca, ao Norte.

Detivemos Soulblighter no Gjol, tempo suficiente para que Alric montasse sua armadilha para Watcher. Eu estava certo sobre aquelas flechas: Alric estava trabalhando nelas desde que entramos no pântano, duas semanas atrás e elas tinham pontas de fragmentos de osso do braço do Watcher.

Eu certamente não gostaria de ser atingido por uma delas, mas aparentemente elas haviam transformado Watcher em pedra, deixando-o paralisado e indefeso.

Mas ele não morreu. Trinta bárbaros escolhidos para acompanhar os arqueiros devastaram o inimigo e pilharam os corpos aos pés do Watcher, mas todos foram mortos antes que pudessem desferir o golpe de misericórdia.

Diante da possibilidade de deixar um inimigo tão poderoso para trás para ser resgatado, uma centena de homens apresentam-se como voluntários para votar e esmaga-lo antes que chegasse ajuda.

22 – Rio de Sangue (River of Blood)
A Legião entra em Rhi’anon; Uma pequena força foi mandada a frente para proteger uma ponte importante.

Segunda, 20 de Julho, Arredores de Rhi’anon

Nenhum de nós sente falta dos mosquitos e das sanguessugas do pântano, mas esta paisagem soturna dificilmente é melhor. Estamos do lado de fora da antiga cidade de Rhi’anon, da raça Trow, abandonada séculos atrás, na guerra que quase exterminou sua raça. Cada hora nos aproxima da fortaleza de Balor e, quase certamente, do final de nossas vidas.

Depois de semana nos perseguindo, o exército do Soulblighter desapareceu após a batalha do Gjol. Ele certamente reaparecera logo, mas por enquanto esta nos oferecendo um bem-vindo descanso da luta.

Vieram me contar que Alric tem estado ocupado de novo, mal dormindo, planejando a futura batalha. Um bárbaro nos alcançou ontem, depois de ter percorrido todo o caminho entre as montanhas e a cidade de Willow, a mil e quatrocentas milhas de distância. Ele entregou a Alric um pacote do tamanho do punho de um homem, envolvido em trapos e se recusou a falar com quem quer que seja sobre os eventos a Oeste.

Um pequeno grupo nosso entrara na cidade na frente do grupo principal amanhã, para proteger uma ponte que Alric teme que o inimigo possa destruir se atacarmos com toda a forca. Uma vez que a ponte estiver protegida, a Legião vira a seguir.

23 – Poços de Ferro (Pools of Iron)
Enquanto a Legião pressiona a fortaleza, Alric prepara sua armadilha.

Terça-feira, 21 de Julho, Rhi’anon

Não sou um covarde. Acredito que meus atos durante os últimos dezessete anos provam isso. Mas estou aliviado por não estar entre os escolhidos para morrer.

Destro de quatro horas, logo depois do nascer do sol, os dois mil e duzentos sobreviventes da Legião atacarão a fortaleza de Balor. Esses homens, com certeza, morrerão. Talvez haja meio milhão de inimigos entre aqui e a fortaleza.

Alric partiu com a aurora, sozinho. Ele diz que os mapas antigos mostram um No do Mundo em Rhi’anon, embora ele jamais tenha sido usado em nossa época. Ele pretende encontra-lo e trazer através dele uma centena de homens até um ponto que acredita estar quase no topo da fortaleza. A partir de lá iremos atrás de Balor.

Temos observado um cometa opaco ficar cada vez mais brilhante a cada noite; ele agora é visível de dia e a noite brilha mais que a lua. Alguns homens o consideram um mal pressagio, mas somente os próximos dias poderão dizer se isso é verdade.

Antes de partir, Alric nos disse que Madrigal havia caído.

24 – A Ultima Batalha (The Last Battle)
A Legião se lança contra a fortaleza enquanto Alric parte em busca de Balor.

Terça-feira, 21 de Julho, A Fortaleza

O plano de Alric é louco.

Uma das coisas mais entranhas que descobrimos quando estávamos presos dentro do Tain foi o estandarte de batalha destrocado da raça de maléficas criaturas conhecidas como Myrkridia, morta há muito tempo. Pensei que havíamos deixado ele para trás, mas alguém deve ter escalado aquela horrível pilha de crânios e trazido o estandarte quando fugimos.

Os Myrkridia foram os mais perversos servidores das Trevas em tempos passados e o próprio Balor os aprisionou no Tain. Ou, pelo menos, é o que Alric diz. Sempre ouvi dizer que os Myrkridia haviam sido caçados até a extinção por Connacht, o grande herói da Era do Vento.

Alric diz que Connacht e Balor são dois nomes diferentes para a mesma pessoa. Acredito que quatro messes no deserto abalaram a sua mente. Como é possível que o maior herói da Era do Vento, o rei de Muirthermne, durante sua Idade do Ouro, tenha se tornado o maior flagelo do nosso tempo?

Alric pretende chegar a cem jardas da fortaleza e hastear o estandarte Myrkridiano. Devido à antiga inimizade entre Balor e os Myrkridia, Alric tem certeza de que isso deixara Balor tão furioso, que ele vira pessoalmente lutar conosco.

Tudo que precisamos fazer é plantar o estandarte e esperar.

25 – O Great Devoid (The Great Devoid)
Os sobreviventes de Rhi’anon chegaram ao Great Devoid com a cabeça de Balor

Terça-feira, 21 de Julho, O Great Devoid

"Balor já foi morto antes", Alric nos disse depois que hasteamos o estandarte Myrkridiano, "e cada vez ele apenas se tornou mais poderoso. Nossa melhor chance é cortar fora sua cabeça e lança-la dentro do Great Devoid. Somente dessa maneira o mundo estará livre para sempre".

À medida que Balor se aproximava, Alric retirou de sua capa uma das cinco Pedras Eblis e, por alguns momentos, tornou-se semelhante à Balor. Tenho absoluta certeza de que foi isso que ele recebeu ontem, embora não tenha idéia de onde tenha sido encontrada ou como Alric fez para que ela lhe fosse entregue. Tenho certeza de que ele já estava com seu plano em andamento há meses.

Há menos de trinta de nos agora, a maioria dos quais, homens que eu nunca havia visto antes. O restante da Legião foi sacrificada no front da fortaleza, para nos dar tempo de levar a cabeça de Balor, enquanto Alric o mantinha imóvel.

Depois de escrever estas últimas linhas, vou enterrar este manuscrito, para que ele possa sobreviver, mesmo que nós não possamos. Depois de todos os perigos que enfrentamos, parece ridículo que isso aconteça apenas agora. Não vejo o que pode estar entre nos e o Great Devoid, a apenas algumas milhares de jardas de distância.
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Andorinha - (Swallow)
De todas as andorinhas, nas Quatro Eras, não há dúvida de que Belo Garoto foi a mais poderosa e sua morte a mais saliente vitória dos Felinos durante a Era do Vento.

Esquilo – (Squirrel)
"... mas foi somente Rocky que levantou o desafio e pegou as grandes nozes; as imensas nozes que nem dois esquilos poderiam pegar."
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Kurt Ramone
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Re: História do Myth

Mensagempor Kurt Ramone » Qua Jul 29, 2009 2:01 pm

Myth II – Soulblighter

Prólogo:
Andir saiu naquela noite em busca de um monstro.

Ele havia aprendido, como toda criança que os adultos brincavam com a verdade. Seus pais pareciam acreditar que a idade de Andir prenunciava importantes descobertas sobre o porquê do mundo funcionar de tal maneira. Suas insistentes perguntas eram geralmente respondidas com um suspiro e em cansado 'porque sim'. Se Andir os surpreendesse em um estado de espírito particularmente zangado, eles responderiam sua pergunta com uma história esquisita, inventada na hora, e observariam quanto tempo demoraria até que Andir entendesse a brincadeira. No auge dos seus dez anos, Andir acreditava na história do seu pai sobre o improvável Ghôl bonzinho, que entregava presentes às crianças obedientes na noite mais longa dos invernos. Suas brincadeiras ficavam cada vez mais amargas, à medida que o menino crescia. Seus pais eram pessoas simples, que acreditavam que uma mente ativa levaria apenas ao ócio. Era muito melhor honrar o Rei com trabalho árduo.

Com o passar dos anos, Andir começou a pensar o quanto de tudo o que sabia, era realmente verdade. Idade não era garantia de sabedoria. Se os adultos podiam mentir ou brincar a respeito de algumas coisas, o que os impedia de mentir sobre o resto?
Muito do que ele acreditava ser verdade poderia ser meia verdade, ou até mesmo mentira deslavada. Sendo uma criança precoce sob muitos aspectos, Andir achava isso deprimente.

Ele pensou no que sabia – ou no que pensava que sabia sobre a história recente. Algumas pessoas da sua aldeia eram veteranas da Grande Guerra, e os demais falavam tanto disso que podia-se pensar que a guerra havia acabado a sessenta dias, e não a sessenta anos. A luz do crescente ceticismo de Andir, muitas das histórias contadas sobre a guerra pareciam suspeitas. Hordas de mortos destruídas por pequenos grupos esfarrapados de mercenários e voluntários? Uma cabeça decepada que falava com Alric, na época um simples feiticeiro de imenso poder e não um Rei, planejando e lutando contra os mortos vivos, recebendo no máximo um arranhão no queixo dos exércitos apodrecidos de Balor? O próprio Balor, com uma legião de criaturas presas a ele por feitiçaria e intimidação, incapaz de impedir que Alric lhe cortasse fora a cabeça? E Soulblighter, uma criatura imensa e enlouquecida que cortou a própria face e arrancou o próprio coração como parte de um ritual tenebroso demais para se falar a respeito?

Nada disso parecia verídico. Embora os adultos ainda falassem de Soulblighter em voz baixa, segundo as histórias ninguém sabia o que havia acontecido com ele. Andir tendia a achar que isso era superstição, mas preferiu evitar tomar partido até que pudesse aprender mais sobre a guerra. Por isso decidiu atingir um objetivo mais próximo à sua realidade: descobrir a verdade sobre as cavernas na floresta próxima à sua aldeia.

A floresta estava cheia de arvores mortas, que caiam destruindo as plantas e os animais. Sabendo disso sua mãe lhe contou histórias sobre uma horrível criatura de garras afiadas que se escondia nas cavernas e se alimentava de garotinhos. Andir suspeitava que a história fosse falsa e planejava comprovar sua teoria examinando as cavernas; tinha certeza de que elas seriam tão inofensivas quanto os conselhos de cuidado dos seus pais de que era suficientemente grande para saber a verdade sobre o mundo e para ter suas perguntas respondias seriamente. Se eles precisavam lhe contar histórias, ele queria ouvir apenas as verdadeiras. E histórias de monstros não eram verdadeiras.

Andir esgueirou-se silenciosamente do chalé da família ao anoitecer, escondendo-se atrás de árvores, tentando não ser visto pelos outros aldeões que poderiam mandá-lo de volta para casa. Uma vez fora da aldeia, correu direto por uma planície de jade, que terminava a cerca de dois quilômetros, da margem da floresta. O sol já não era mais visto, mas havia claridade suficiente por entre os galhos das árvores, o que a mantinha em seu caminho.

Ele optou cuidadosamente, por seguir entre as árvores da floresta. Parecia que todos os troncos eram moles e esbranquiçados. Um caiu quando ele se apoiou para recuperar o fôlego. Andir lembrou as histórias da Fallen Lord Shiver, que matava todas as árvores em que tocava quando ela e seu exército marchavam em direção a Madrigal. Mais uma vez, ele pensou no que poderia ser verdade na história.

Ele arrancou grandes lascas das árvores vivas para marcar seu caminho e ajudá-lo a não se perder na floresta. A noite caiu assim que chegou a primeira caverna, escondendo até mesmo a silhueta as árvores. Criando coragem, Andir entrou e olhou o interior da caverna.

Era úmida, com um teto levemente inclinado para o fundo. Depois de dar dez passos, ele teve de se curvar; depois de vinte precisou sentar. Ele sorriu. Se houvesse algum monstro na caverna, eles seriam pequenos o bastante para serem ofensivos – até mesmo para uma criança. Andir sabia que sua mãe havia inventado uma história para mantê-lo protegido. Ele entendia e apreciava sua preocupação, mas também tinha certeza de que sua mãe estava escondendo alguma coisa. Ele descobrira a verdade, e ela não iria machucá-lo.

Andir rastejou sob o ar noturno e começou a caminhar de volta para casa. Ele parecia não encontrar a última árvore que havia marcado. Tropeçou em arbustos e raízes salientes, até que, por volta de trinta minutos de caminhada, viu o corvo.

Embora a escuridão fosse absoluta, o pássaro negro de algum modo se destacava. Suas penas brilhavam, parecendo pulsar, seguindo um ritmo interior. Parecia olhar através de Andir, e não para Andir. Curioso, caminhou em sua direção.

O pássaro pulou para longe. Andir o seguiu. Tropeçou em uma raiz e caiu sobre um galho. O ruído que fez deve ter atraído outro pássaro, pois quando se levantou havia dois corvos, diante dele. Os dois olhavam diretamente em seus olhos que se moviam, agora, no mesmo ritmo sinuoso e difuso das penas.

Andir percebeu que estes não eram pássaros comuns, e sentiu uma necessidade urgente de voltar para casa e esperar a luz do ida antes de retomar para estudá-los. Ele virou-se, tentando voltar pelos menos uns vinte passos e escolher outro caminho. Mas parou.

Andir ficou no centro de um conjunto de corvos, dispostos em círculos.

Ele quis abaixar sua cabeça. Os Corvos deram alguns passos para frente, fechando o cerco de forma quase imperceptível. Andir abaixou-se e colocou suas mãos no chão, tentando encontrar algo para que pudesse afastá-los. Um corvo pegou sua mão e ele levantou sua espada para se defender. Andir sentiu um entorpecimento horrível saindo de sua espada e de dentro do seu corpo. Então, seus músculos enfraqueceram e ele caiu no chão da floresta, muito sofrivelmente, vendo o corvo sendo consumido pelo fogo, como papel.

Andir viu um grande homem, com um sorriso apavorante de um monstro sem lábios. Havia uma cicatriz grotesca que descia pela sua barriga. Andir sabia seu nome das histórias, e devia tê-lo dito o mais alto possível.

E... atrás dele, parecia haver algo que não se conseguia dar nome.

Finalmente Andir percebeu que aquelas histórias continham alguma verdade. Grandes verdades, como aquela presença assustadora sobre ele, que nunca caberiam em um conto.

Ele fechou os olhos e o monstro se foi. E os corvos foram com ele.

Ele nunca havia visto o céu estrelado dissolver-se na luz do dia e os corvos voarem, como uma massa preta em direção ao céu azul, parecendo um anjo das trevas, com muitas asas.

Somente seu olhar podia chegar tão longe.

As outras coisas que Andir não conseguia dar nomes desceram à cidade pela primeira vez depois de muitos séculos, causando o alvoroço na aldeia e despertando o desespero de país, que procuravam saber onde teriam parado seus filhos, desaparecidos há uma hora.

Andir compreendeu, como uma criança, que havia alguma coisa que estava sendo escondida, como em todas as histórias de monstros. E a horda que seguiu os corvos sabia que as melhores histórias merecem uma segunda chance de serem contadas.

A História... até o Momento

Já faz mais de 100 anos que Balor surgiu pela primeira vez na fronteira leste das terras civilizadas. Sua chegada foi anunciada por um grande cometa que surgiu no céu e declarou a destruição de toda forma de vida. Com magia negra ele acordou os Fallen Lords, generais-feiticeiros como ele, submetidos à sua vontade, que desejavam apenas destruir tudo que viam e governar as terras devastadas. Dentre eles estavam Shiver, Deceiver, Watcher, e o mais cruel e temido de todos, Soulblighter.

Liderando um horripilante exército de monstros, espíritos e mortos vivos, os Fallen atacaram as cidades e aldeias do Leste, destruindo a grande capital de Muirthemne e dispersando os sobreviventes. Cruzaram a grande cordilheira continental de Cloudspine e invadiram as ricas terras do Oeste até serem detidos, o que aconteceu quando nossos exércitos se reagruparam.

Seguindo um plano de retomada de pontos estratégicos e exploração das fraquezas dos Fallen, Alric, último dos Nove Protetores do Oeste, lançou um ataque através das linhas dos Fallen e diretamente contra o próprio Balor. Em uma manobra desesperada, Alric enganou Balor, para que ele aparecesse, e o decapitou. Enganando Soulblighter, atraiu-o para o Grande Vazio, um imenso poço no coração do mundo, e jogou-o ali, para selar o destino de Balor.

Com sua liderança destruída, a maioria dos Fallen Lords foram rapidamente caçados e destruídos pelos exércitos de Alric. Com a destruição de Balor, Soulblighter viu-se derrotado, mas vivo e livre do comando de Balor. Ele fugiu paras as regiões devastadas, esperando sua hora e oportunidade de recuperar seu antigo poder, para aumentar a ambição que foi negada por seu mestre.

Níveis:

01 – No Vilarejo de Willow Creek (Willow Creek)

Segunda-feira, 25 de Agosto, Proximidades de Willow Creek

Finalmente um intervalo nesta marcha incessante. Estamos andando desde o amanhecer e os homens estão ficando esgotados por causa da difícil trilha através desta floresta fechada. Crüniac, nosso comandante, insiste em dizer que devemos reduzir as pausas ao mínimo, se quisermos chegar a Willow Creek antes do meio-dia.

Foi apenas ontem que entramos na cidade de Tallow em busca de descanso, após um mês gasto em patrulha na região sul do Rio Wild. Mas nosso repouso foi logo interrompido quando o prefeito nos pediu para investigar comunicados sobre roubos de túmulos ao redor das aldeias, logo acima da Floresta Heart.

Crüniac, que parece estar mais interessado em manobras políticas do que militares, concordou em verificar o caso. Estou certo de que ele provará que este é mais um rumor infundado, certamente provocado por cães selvagens procurando por um jantar na terra recém revolvida de um cemitério. Bem, essa é a vida de um soldado hoje em dia, caçando vagabundos e ladrões e garantindo que a nobreza receba seus benefícios.

Tenho pouco tempo antes de partir. Foram avistadas cortinas de fumaça escura acima da floresta, entre nós e Willow Creek. Nosso comandante está reunindo a tropa para a última etapa da nossa jornada matinal.

02 – A Salvação (Salvation)

Segunda-feira, 25 de Agosto, Willow Creek

Mal posso acreditar no que acabei de ver. À medida que nos aproximávamos da aldeia de Willow Creek, víamos o que parecia ser um bando de rufiões aterrorizando os camponeses. Se ao menos tivesse sido isso... Corremos para a planície e conseguimos salvar muitas pessoas das desprezíveis garras dos mortos-vivos.

Embora muitos dos moradores sobreviventes tivessem fugido da área, os que ficaram cuidaram das nossas necessidades e trataram nossos ferimentos. Um homem disse que estava cuidando do seu rebanho quando viu as criaturas saírem de um caminho abandonado, que leva a um antigo cemitério nas proximidades. Outra aldeã, uma menina ainda muito jovem para trabalhar nos campos, disse ter visto criminosos levarem seu pai e alguns outros na mesma direção.

Crüniac enviou imediatamente batedores para vasculhar a área próxima àquele caminho, à procura dos aldeões desaparecidos. Eles voltaram pouco antes do pôr do sol, para nos contar que alguns homens eram mantidos aprisionados no cemitério. Assim que ouviram as notícias, os sobreviventes nos imploraram que ajudássemos a libertar seus companheiros.

Vamos partir em alguns minutos.

03 – Os Portais da Cidade (Down A Broken Path)

Terça-feira, 26 de Agosto, entre Tallow e Willow Creek

Com risco considerável para nós mesmos, conseguimos resgatar os aldeões da morte certa. A chuva interminável e o combate contra os mortos-vivos deixaram uma forte marca, do que aconteceu ontem, na minha mente.

Quando voltávamos a Willow Creek, Rurik, um dos líderes da aldeia, pediu para encontrarmos o prefeito de Tallow. Quando questionado a respeito, ele falou pouco, exceto que tinha informações importantes sobre os recentes roubos de túmulos. Ele é bastante respeitado pelos aldeões, por isso Crüniac decidiu não pressioná-lo demais para obter informações.

A cidade próxima a Willow Creek foi atacada várias vezes na noite passada. Crüniac colocou arqueiros ao redor da cidade e eles foram capazes de destruir a interminável horda de mortos-vivos, à medida que se aproximavam. Vimos zumbis e ghôls caminhando furtivamente nos arredores da cidade. Todos nós estamos começando a nos preocupar, inclusive Crüniac.

Quando partimos, o comandante deixou vários homens para proteger a aldeia. O resto de nós dirigiu-se para Tallow com Rurik.

03a – A Tão Espada Festa (A Long Awaited Drinking Party)

Este nível é não é bem um nível, mas como esta no jogo ele esta aqui.

Ei!!! Este não é o nível quatro! Há alguns animais lá fora. Pegue aqueles idiotas e acabe com eles; é hora de brincar um pouco. Só não acertem um ao outro...

04 – Na Entrada da Fortaleza (Into Breach)

Terça-feira, 02 de Setembro, Próximo a Brayle

Quando chegamos a Tallow, Rurik contou ao prefeito que havia escutado os bandoleiros falando em levar os cadáveres para um castelo próximo à cidade de Brayle. E os moradores que encontramos no caminho disseram que viram carroças cheias de corpos sendo levadas para a fortaleza.

O mestre do castelo é o Barão Kildaer. Nós fomos enviados a Tallow como reforço, para atacar a fortaleza do Barão e dar um fim em seu tráfego doentio de restos humanos.

Esta noite, em nosso acampamento do lado de fora da fortaleza, acordei com um ruído. Em meio ao silêncio assustador, vimos uma enorme tropa de servos, centenas deles, saindo pelo portão principal e indo para o sul. Temendo que o destino deles fosse Tallow, Crüniac mandou um mensageiro avisar a cidade.

Eu não posso ajudar, mas sinto-me aliviado. Devemos encontrar pouca resistência no ataque de amanhã à fortaleza, ao invés de enfrentarmos centenas de servos. Infelizmente, não se pode dizer o mesmo a respeito de Tallow.

05 – Dentro da Fortaleza, o Barão (The Baron)

Terça-feira, 2 de Setembro, A Fortaleza

Crüniac é mais competente em assuntos militares do que eu imaginava. Pedir ajuda a Jari, um anão explorador, para infiltrar-se na fortaleza e baixar a ponte levadiça foi uma estratégia admirável. Devo confessar que passei a respeitá-lo desde então.

Mas nosso trabalho está apenas começando. Ainda devemos encontrar o Barão. Só assim seu exército de mortos será destruído.

Crüniac tem muitas surpresas. Mal peguei a pena e o papel para elogiá-lo e ele pulou sobre um dos guardas capturados, quase o estrangulando até a morte. Fiquei decepcionado, mas quando Crüniac o soltou, o guarda parecia estar acordando de um longo sono. O comandante havia quebrado o encanto que dominava sua mente.

O guarda nos contou que poucos anos atrás o Barão havia mandado construir várias passagens secretas, de modo que pudesse escapar rapidamente se sua segurança ficasse comprometida. Crüniac enviou um pequeno grupo de homens para perseguir o Barão. Colocou soldados na entrada principal do castelo, caso o Barão escapasse do primeiro ataque. Se tentar fugir por essa entrada, será morto no local. Porém, se conseguir chegar a uma das saídas secretas, duvido que sejamos capazes de encontrá-lo nesta terra selvagem.

06 – Do Outro Lado da Ponte (Gonen’s Bridge)

Segunda-feira, 15 de Setembro, Ponte de Gonen

"Deixem isso para as tochas, rapazes, e vamos depressa para Gonen!"

As palavras de Crüniac logo se espalharam por todo o acampamento, e os homens começaram a correr em todas as direções. Momentos antes, o mensageiro enviado para alertar Tallow havia voltado para nos contar que a cidade, junto com todas as outras aldeias ao longo da fronteira norte da Floresta Heart, havia sido devastada pelos mortos-vivos. Pior, o inimigo estava reunindo um imenso exército a menos de um dia de viagem daqui. Crüniac acredita que eles estão vindo para recapturar a fortaleza.

O comandante enviou-me com um grupo de anões, na frente da tropa principal, para "rechear Gonen como um peru". Não estava certo do significado, até que chegamos à Ponte de Gonen e os anões começaram a carregá-la com cargas explosivas. Aparentemente, ele planeja destruir a ponte assim que a atravessarmos, para dificultar a perseguição.

Crüniac e alguns outros ficaram para trás para queimar a fortaleza, evitando assim que tornasse a cair nas mãos do inimigo. Quando começamos nossa subida pelas montanhas Cloudspine, olhei para trás e vi o incêndio espalhar-se. Só aí eu notei o movimento ao redor do castelo.

Pensei saber o que era o medo, mas estava errado. Esta noite descobri o verdadeiro significado da palavra. O exército das Trevas está sobre nós, e é infinito. Eles marcham em nossa direção, ombro a ombro, até onde o olhar alcança. São tantos que seus passos chegam a estremecer a terra.

07 – Além das Montanhas de Cloudspine (Beyond The Cloudspine)

Quarta-feira, 17 de setembro, Planície de Scales

Crüniac está morto. Nosso sargento, Garrick, diz ter visto o comandante e metade dos guardas negros correndo pelas trilhas, ordenando uma retirada geral. Quando Garrick o alcançou, Crüniac caiu. Estava segurando suas vísceras com o escudo. Suas últimas palavras foram sobre a bravura dos guardas negros, que haviam dado suas vidas tentando salvá-lo, mesmo depois de Soulblighter ter dado o golpe fatal.

Soulblighter...

Não ouvia esse nome desde os dias da minha juventude, quando meu avô contava histórias sobre a Grande Guerra. Segundo a lenda, Soulblighter fora morto na última batalha daquela guerra, quando a cabeça de Balor foi jogada no Grande Vazio e os exércitos das trevas foram destruídos.

Mas depois dos horrores que testemunhei até agora, qualquer conto pode ser verdadeiro, por mais terrível que seja. Além disso, se Soulblighter estiver vivo e os servos das trevas se erguerem ao seu chamado, os acontecimentos das últimas semanas começam a fazer sentido.

Todos concordamos que é necessário chegar a Madrigal e encontrar o Rei Alric rapidamente. Mas a viagem levará meses a pé. Garrick acredita que há um Nó do Mundo a oeste de nós, do outro lado da Cloudspine. Embora tenha sido destruído durante a Grande Guerra, os anões parecem estar certos de serem capazes de consertá-lo. Isso eu não posso deixar de ver.

Enquanto levantávamos acampamento, Garrick me entregou um diário que havia recuperado dos pertences de Crüniac. O comandante deve tê-lo pego em uma das bibliotecas do Barão.

Não sei que significado ele poderia ter para Crüniac, além do fato de que, aparentemente, foi escrito por um homem que serviu à Legião durante a Grande Guerra.

08 – A Grande Biblioteca (The Great Library)

Terça-feira, 23 de Setembro, Madrigal

O rei Alric foi avisado momentos antes da nossa chegada pelo Nó do Mundo e, em menos de uma hora, estávamos diante do trono. Ele ouviu atentamente enquanto Garrick relatava os acontecimentos que antecederam nossa chegada a Madrigal.

Assim que Garrick terminou, o rei Alric ordenou que a Sétima Legião atravessasse o Nó do Mundo rumo a Scales. Os guerreiros foram instruídos a procurar o exército de Soulblighter e a destruí-lo imediatamente.

O rei está convencido de que Soulblighter está procurando por um homem conhecido como Invocador. Ele fala que havia sido previsto, em um antigo livro denominado Codex Total, o nascimento de um homem que ressuscitará os Myrkridia e espalhará o terror pelo mundo de forma jamais vista na história ou nas lendas.

Tudo que sabemos sobre os Myrkridia vem de antigas canções e de lendas, cheias de histórias apavorantes de exércitos inteiros sendo devorados e cidades sendo destruídas pelas chamas da guerra. Eles foram destruídos pelo herói Connacht, que os aprisionou em um poderoso artefato conhecido como Tain.

O rei Alric disse que devemos viajar através do Nó do Mundo para Covenant e recuperar o Codex Total, que está na biblioteca recentemente reconstruída. Ele disse que, com o Codex, seremos capazes de encontrar o Invocador antes de Soulblighter.

Segundo o diário, uma expedição semelhante foi realizada durante a Grande Guerra. Parece irônico que, sessenta anos depois, passemos pelo mesmo Nó do Mundo para recuperarmos o Codex mais uma vez.

09 – Durante a Fuga, a Tempestade (Gate Of Storms)

Sexta-feira, 10 de Outubro, Madrigal

Soulblighter não pode ser detido. Seus exércitos devastam a terra ao sul de nós, por quinhentas milhas, e sua busca pelo Invocador não deixou sobreviventes por onde passou.

As cidades de Scales, Covenant e Tyr caíram nas últimas três semanas. Parece que os muitos anos de paz abrandaram os lendários exércitos do Oeste. Rabican, Murgen e Maeldun estão mortos há sessenta anos, e dos grandes líderes que derrotaram os Fallen Lords, hoje só resta Alric.

Sobreviventes nos alcançaram na guarnição de Tyr, confirmando a destruição da cidade. Um deles nos contou que foi capturado e arrastado à presença de uma mulher horrorosa, totalmente desfigurada por ferimentos e pela idade. Repugnado, ele virou o rosto. Em um gesto de ódio, ela arrancou seus olhos e gritou: "diga a Alric que seu pesadelo apenas começou!", e o soltou, para que cambaleasse para fora da cidade conquistada.

Acredito que algo nessa mensagem preocupou nosso rei. Hoje, ele enviou o que resta do nosso exército para o norte, rumo à cidade de Tandem. Suas instruções eram reunir o maior número possível de homens capazes e esperar por ele em Tandem.

O Rei Alric está em Madrigal com apenas alguns homens, para garantir que ninguém fique para trás. Somente quando todos o alcançarem ele sairá da cidade.

Depois de tudo que aconteceu nos últimos meses, a neve precoce deste ano pouco nos incomoda. Por enquanto não está caindo com força suficiente para impedir o avanço de Soulblighter sobre Madrigal, mas sempre há esperança.

10 – O Desembarque nas Colinas (Landing At White Falls)

Domingo, 16 de Novembro, Próximo à Colina White

Aquilo que mais temíamos tornou-se realidade. Soublighter encontrou o Invocador e, com seu auxílio, libertou os Myrkridia. Eles são verdadeiros pesadelos vindos das trevas. Até mesmo guerreiros experientes tremem ao avistá-los.

Nós sofremos inúmeras perdas ao levar sua majestade a bordo do Vigilance, sem que fosse atingido. Nenhum outro homem da guarda externa subiu no navio. A doca estava tão cheia de zumbis que dificilmente se distingüia onde um terminava e onde outro começava. O silêncio foi tomando conta de nós conforme as tropas se espalhavam, abrindo caminho para uma velha horrível, que proferia as mais grotescas obscenidades .

Ao vê-la, o Rei virou-se para nós e disse, "Shiver é uma oponente formidável e é pouco provável que caia no mesmo truque duas vezes."

Acredito ter lido a respeito disso no diário. Shiver foi derrotada em Madrigal por sua própria vaidade, graças a um conselho dado pela cabeça ainda viva de um antigo inimigo dos Fallen Lords. Eu gostaria de saber onde a cabeça está agora. Sua ajuda certamente nos seria útil.

Nos apressamos em direção a Tandem, nosso ponto de encontro. Tandem é a base das Cidades Livres do Norte e a chave para Tandem está na Colina White. Assim, atravessaremos o Labirinto e defenderemos a fortaleza.

Não podemos permitir que Shiver atravesse o Labirinto. Isso significaria a destruição de Tandem, e não restará ninguém para combater a Escuridão.

11 – A Emboscada em Ermine (Throught The Ermine)

Domingo, 30 de Novembro, Ermine

Após a Grande Guerra, as tropas das Trevas entraram em colapso e os Fallen Lords foram esquecidos com o tempo. Acreditamos que havíamos entrado na era dourada, uma nova era de paz, e nossas tropas desfizeram-se das armas para começar um longo caminho de reconstrução do mundo. Por sessenta anos trabalhamos nos campos, cuidamos do gado, fizemos tudo que pudemos para nos defender. A guerra vivia somente nas lendas e nos contos, passados de geração em geração.

Mas sessenta anos não significam nada para um Fallen Lord. E enquanto o Rei Alric reconstruía a Província, Soulblighter planejava arruiná-lo de uma vez por todas.

O Rei decidiu enfrentar fogo com fogo. Ele procura por Myrdred, um avatar da Era do Lobo, a quem Balor renomeou de "Deceiver", após tê-lo subjugado. No entanto, Deceiver lutou por um longo tempo ao lado de Balor durante a última guerra. Ele não tinha grande adoração pelos demais Fallen e quase foi morto por Watcher, em uma batalha lendária em Seven Gates.

O Rei Alric acredita que Deceiver ainda vive. Ele conta com esta antiga rivalidade para induzi-lo a unir-se às nossas tropas e destruir Soulblighter e os Myrkridia.

Alric mandou uma mensagem a Doze Crânios Adornados em Movimento - um andarilho que o ajudou durante suas campanhas a leste de Cloudspine - com a esperança de que soubesse do paradeiro de Deceiver, após a destruição de Balor. Um grupo seleto de homens da Legião, e eu estava entre eles, foi enviado a um encontro com Doze Crânios, na Escadaria da Desgraça.

Decidimos seguir por Ermine, a terra natal dos nossos aliados fir'Bolg. Mesmo a floresta sendo densa, conseguimos atravessá-la a tempo.

Ao cair da noite, levantamos acampamento. Era hora de limpar as botas e descansar. Pela manhã, começaremos nossa marcha novamente.

12 – A Escadaria da Desgraça (Stair Of Grief)

Segunda-feira, 22 de Dezembro, Desfiladeiro de Thyrmir, Escadaria da Desgraça

Até o entardecer, o inverno estava bastante ameno, como uma continuação do outono. Mas agora o granizo, a neve e os ventos terríveis tornaram nossa escalada à Escadaria da Desgraça extremamente perigosa.

Além disso, não estamos sozinhos. Nossos homens relatam ter visto monstros horríveis escondidos por perto, camuflados na névoa. Eitri e seus homens prepararam emboscadas ao longo da trilha durante quase todo o dia.

Doze Crânios Adornados em Movimento diz que Aço Incandescente e ele foram deixados aqui há seis anos, lutando contra os homens de Durak e Turgeïs. Eles emboscaram Deceiver e o restante de seu exército neste imenso desfiladeiro, e aqui o venceram.

Hoje o rio Dramus está congelado, mas no passado era formado pelo gelo derretido na erupção de Tharsis. Deceiver mergulhou e nadou para longe, rio abaixo, enquanto seu cetro afundava.

Eu perguntei a Doze Crânios por que o Rei Alric acreditava que Deceiver iria juntar-se a nós. Ele explicou que Deceiver está congelado sob o rio, e sobrevive à custa de feitiçaria, mas sem poder suficiente para se libertar. O Rei acredita que se nós conseguirmos reanimá-lo e recuperar o cetro, que é o foco de seu poder, ele irá, sem dúvida, aderir à nossa causa.

Visto que nosso número de homens é reduzido, vigiaremos a passagem contra as tropas de Soulblighter. Inevitavelmente, seremos forçados a recuar para Dramus quando o inimigo avançar, mas devemos dar a Doze Crânios tempo suficiente de recuperar o cetro de Deceiver.

13 – Deceiver, Um Suspeito Aliado (The Deceiver)

10 de Janeiro, Geleira Angurvadal, Cloudspine

Assim que Doze Crânios Adornados em Movimento recuperou o cetro, abandonamos a Escadaria da Desgraça e nos dirigimos para o norte, à procura de Deceiver.

Essa maldita tempestade fica cada vez pior, matando mais que o machado dos servos ou as garras de um Myrkridia! A morte de Reiftyr aumenta nossas perdas para três homens.

Nossas tropas trouxeram notícias de um grupo de homens que ficaram reunidos ali perto. Pela descrição, Doze Crânios reconheceu serem Feiticeiros de Scholomance, antigos aliados de Deceiver e colaboradores dos Fallen Lords. Se eles estão na geleira, então Deceiver também está lá

O inimigo ainda está próximo. Todos gostaríamos de saber como conseguiram nos seguir neste tempo horrível, mesmo com os esforços de nossas tropas para não deixar rastros. Não esperávamos que soubessem tanto.

Será que Soulblighter pretende conquistar o apoio de alguns de seus antigos aliados? Parece estranho considerando-se o imenso ódio que os Fallen Lords têm de Deceiver. Somente Balor parecia capaz de mantê-los juntos, mesmo quando não conseguia sucesso em suas operações. Muitas histórias da Grande Guerra relatam as discórdias entre os Fallen.

Agora tiraremos vantagem disso. Nosso plano é fazer com que os bárbaros conduzam nossos inimigos diretamente às garras dos Feiticeiros. Precisamos nos aproximar, reanimando Deceiver durante o caos.

Faz quase um mês que deixamos o Rei Alric e o resto da Legião nas Colinas White. Só consigo pensar na terrível batalha que deve ter ocorrido por lá, durante nossa ausência.

14 – A Aliança com os Trows (With Friends Like These)

Domingo, 1° de Fevereiro, Twelve Duns, ao sul de Rhi'ornin

Estou absolutamente convencido de que Deceiver está perturbado. Ele nos levou a Twelve Duns, um lugar tão próximo do território Trow que nenhum homem são se arriscaria a adentrar. Estamos apenas a quatro horas de distância da cidade perdida de Rhi'ormin.

Deceiver diz ser respeitado pelos Trows, como um ser de "fúria poética". Ele nos falou de suas batalhas contra os Myrkridia e acredita poder trazer os Trows para o nosso lado.

Aparentemente, os Trows não estão convencidos de que nossa raça seja digna de uma batalha, mas concordaram em nos ajudar contra Soulblighter por um ano, se pudermos derrotá-los num jogo por eles escolhido. Colocaram seis bandeiras no campo e, se pudermos capturar a maioria delas, nos ajudarão. Para vencer, devemos mandar nossos melhores guerreiros para lutar com os Trows.

15 – Os Muros de Muirthemne (Walls Of Muirthemne)

Terça-feira, 26 de Fevereiro, Muros Externos de Muirthemne

Hoje, após dois meses, finalmente reencontramos o restante da Legião. Eu nem quero imaginar os pensamentos daqueles que primeiro avistaram nossas tropas acompanhadas pelos poderosos Trows

Ao chegarmos, Garrick nos contou sobre o que ocorreu no oeste. O ataque de Shiver nas Colinas White foi como esperado e a batalha durou quase um mês, até Baelden e a sétima legião surgirem pelo sul e atacarem o flanco de Shiver. Seu exército foi, então, forçado a retirar-se para Willow e as tropas combinadas de Alric e Baelden aniquilaram sua retaguarda.

A vitória, no entanto, foi curta, pois Shiver retornou uma semana depois com um exército de Myrkridias. Desta vez, fomos expulsos de Meander e agora a queda de Tandem é inevitável.

Assim, o Rei decidiu por um novo curso de ação. A Legião deve capturar Muirthemne, mas não entendemos bem o por quê. Afinal, esta cidade não representa nenhum benefício estratégico. O Rei Alric pretende estar lá pessoalmente ainda esta semana, e nós devemos capturar a cidade antes que ele chegue.

Nossas tropas retornaram da cidade trazendo desagradáveis notícias. A sombra de Herod e um grande número de aparições e Myrkridias estão ocupando o velho arsenal, junto aos muros da cidade.

Amanhã colocaremos Muirthemne sob cerco com a ajuda dos Trows e de um time de Anões Morteiros. Ultrapassar o grande muro que protege o antigo arsenal é o primeiro dos nossos objetivos. Enquanto houver este obstáculo, nossa infantaria será praticamente inútil.

16 – A Coroa de Íbis (The Íbis Crown)

Sexta-feira, 27 de Fevereiro, Muirthemne

Há muitos anos, durante a Era do Lobo, Muirthemne foi saqueada por Balor e pelos Fallen Lords, incendiada e quase soterrada sob uma montanha de rochas e areia. Como fiquei perante as ruínas do Mausoléu de Cath Bruig, não pude ajudar, mas gostaria de saber o que esperávamos ganhar com isso.

Mas tudo se esclareceu quando o Rei Alric chegou e revelou suas intenções. "Uma vez recuperada a Coroa Íbis por nós," declarou, "Llancarfan mais uma vez será a sede imperial de Cath Bruig, sendo eu mesmo o Imperador. O povo se espelhará em minha força e nós prosseguiremos e destruiremos nossos inimigos. Depois disso, reconstruiremos o Império, reconquistando sua glória."

Diz a lenda que qualquer pessoa que usar a Coroa Íbis terá, à sua disposição, um poder extraordinário. Tais eram os poderes do artefato que Ceiscoran, a custa de enormes riquezas, ordenou que fossem feitas onze cópias da coroa, para tornar mais difícil o roubo da verdadeira peça. Quando Muirthemne foi destruída pelos Fallen Lords, a coroa desapareceu.

O Rei Alric acredita que esteja em algum lugar secreto, perto das catacumbas, abaixo do Mausoléu de Cath Bruig. Sabendo que entrar na cripta assombrada era o mesmo que uma sentença de morte, o Rei solicitou voluntários.

Mesmo que quisesse, não poderia ajudar a encontrar a coroa. Ao invés disso, viajarei para o sul da Floresta Heart, à procura de outra relíquia: o Tain.

17 – A Redenção (Redemption)

Segunda-feira, 2 de Março, Muirthemne

Os fatos que eu vou relatar ocorreram poucos dias depois da minha partida para a Floresta Heart. Para o interesse histórico, eu inseri estas páginas em meu diário a fim de tornar conhecido este importante momento.

Depois que a Coroa Íbis foi encontrada em um antigo túmulo embaixo de Muirthemne, uma cerimônia foi realizada para coroar Alric como o novo Imperador de Cath Bruig. Os andarilhos, que por estarem ausentes durante a queda da cidade se auto-impuseram um século de penitência, derrubaram as barras de ouro que enforcavam seus pescoços e prometeram fidelidade ao novo Imperador.

Não haveria mais andarilhos. Era o renascimento dos Guardiões de Heron.

Horas mais tarde, Muirthemne foi invadida pelos Myrkridia e os Guardiões de Heron tiveram sua chance de redenção.

18 – A Relíquia (Relic)

Domingo, 19 de Abril, Floresta Heart

O antigo diário diz que, durante a Grande Guerra, Soulblighter aprisionou a Legião dentro de um artefato chamado Tain. Após dois dias de procura, o avatar Murgen descobriu uma saída secreta. Às custas de sua própria vida, ele libertou a Legião estraçalhando todo o interior do Tain.

Quando Soulblighter fugiu, depois do Tain ser destruído, deve ter levado alguma parte dele consigo, sabendo que mesmo uma pequena parte do artefato seria útil no futuro. Foi o destino que, há sessenta anos, o impediu de vencer. Se o Invocador já tivesse nascido naqueles anos remotos, a vitória final teria pertencido aos Fallen Lords.

O Rei Alric nos enviou, juntamente com Deceiver, para procurar um estilhaço do Tain. Uma vez encontrado, Deceiver nos guiará pelas passagens obstruídas, a fim de localizar o Invocador e interromper o acesso de Soulblighter aos Myrkridia.

Estamos procurando por quase uma semana e ainda não obtivemos resultado. Há gente entre nós que acha que estamos perdendo tempo - acham que nada encontraremos. Deceiver não tem tanta dúvida assim. Ele diz que pode sentir o Tain chamando-o.

19 – O Invocador (The Summoner)

Segunda-feira, 20 de Abril, Dentro do Tain

Uma vez dentro do Tain, Deceiver explicou sua importância e o que faremos aqui. Devo admitir que, no entanto, estava um pouco distraído. Este lugar é algo que, francamente, não posso compreender. O ar é fresco e muito seco, e tem cheiro de metal. Há grutas que se misturam completamente com o vazio. Só de ficar olhando para essas grutas tenho náuseas e mal posso explicar a sensação horrível que é estar aqui.

O Tain foi feito para ser a câmara mortuária dos Myrkridia, mas o Invocador está dentro do artefato destruído há cinco meses, e lentamente está ressuscitando toda a sua raça. Tremo só de pensar nisso, ainda mais agora que os Myrkridia se espalharam pela Província como o fogo em um campo seco, deixando um rastro de morte e ruínas por onde passavam. Temos de deter o Invocador imediatamente.

Soulblighter esquartejou toda a população de Strand procurando pelo Invocador. Não se sabe como ele descobriu onde procurá-lo. É óbvio que Soulblighter não tem acesso ao Codex Total. Se tivesse, isto o teria guiado corretamente até o homem. Ao invés disso, ele torturou e matou quase toda alma viva que cruzou seu caminho em três semanas de viagem.

Deceiver nos trouxe aqui para matar o Invocador. Sua permanência neste mundo causará destruição além do imaginável. Isso já é suficiente para sentenciá-lo à morte.

20 – A Prisão (A Murder Of Crows)

Terça-feira, 21 de Abril, Acampamento de Soulblighter, Oeste da Cloudspine

Perturbado, arrogante, egoísta... nenhuma destas palavras pode descrever completamente Deceiver. Não me surpreendo em saber que seu exército sempre foi composto de homens enfeitiçados e mortos-vivos - ninguém em sã consciência o seguiria voluntariamente.

Deceiver nos largou no meio do acampamento de Soulblighter, esperando atacá-lo de surpresa. O Rei Alric não nos disse nada sobre um ataque sorrateiro antes de deixarmos Muirthemne - é óbvio que Deceiver planejou isso por si mesmo. Fomos capturados imediatamente e jogados nas celas com outros prisioneiros de uma batalha travada a oeste. Deceiver caiu nas garras de alguma das bestas comandadas por Soulblighter, mas não antes de ter destruído mais de uma dúzia de inimigos com sua magia.

Estamos aprisionados por apenas nove horas, mas já podemos dizer que alguma coisa está acontecendo. Todo o acampamento está agitado e até nossos guardas parecem preocupados com algo maior. De acordo com os homens capturados antes de nós, Shiver retornou depois de fulminar toda resistência a oeste. Talvez Soulblighter planeje recapturar Muirthemne.

Se não encontrarmos uma forma de fugirmos daqui, logo não haverá mais ninguém que possa nos libertar. Muitos de nossos companheiros foram surrados, desnudados e arrastados para fora. Ouvimos eles serem torturados e seus gritos de agonia estão lentamente abatendo nossa moral. Quanto mais esperarmos, mais difícil será escapar.

Acho que devo mencionar que nosso carcereiro é o demônio Phelot, um dos Obscurecidos que dizimou o Arvoredo de Avon durante a Grande Guerra. É incrível que ele ainda não tenha procurado vingar-se de nós. Afinal, foi dolorosamente ferido por Deceiver quando chegamos.

21 – A Cidade, Os Corpos... A Destruição (Limbs, Heads And Smoking Craters)

Terça-feira, 21 de Abril, próximo ao acampamento de Soulblighter, Oeste da Cloudspine

Estamos livres, mas não fora de perigo. Em nossa fuga, corremos para um lugar estranho. Há diversas pilhas de sacolas explosivas, desfazendo-se sob seu próprio peso, presumidamente trazidas de Stoneheim. As pútridas carcaças dos servos, conhecidas por seus tumores mortíferos, estão espalhadas por toda parte. Cutelos, machados e navalhas retorcidas enchem barris e mais barris. Eu tremo só de pensar na destruição que Soulblighter tem em mente.

Mas agora o feitiço vai se voltar contra o feiticeiro.

Nós provocaremos tanto estrago quanto pudermos e rumaremos para o sul, para Scales ou talvez para Seven Gates. Passar pelos destroços do Tain nos deixou confusos demais para sabermos onde exatamente estamos. A única coisa que sabemos com certeza é que estamos a oeste da Cloudspine.

22 – Os Defensores da Coroa (The Wall)

Quinta-feira, 20 de Abril, Represa Lesotho

Esta manhã nos deparamos com uma parte da Legião, a meio dia de marcha ao sul de Silvermines. Deceiver alardeava sua vitória sobre Soulblighter, segurando uma coroa estraçalhada e gritando ter capturado "uma parte do assassino".

Os batedores nos disseram que Alric e cerca de três mil homens da Legião vieram de Muirthemne para enfrentar Soulblighter. Infelizmente, eles foram encontrados por Shiver e seu exército, no vale que fica a duas horas da represa. Se a represa fosse destruída, o dilúvio resultante mataria todos em seu caminho, a milhas de distância.

Ao ouvir isto, Deceiver balançou a cabeça. Seu rosto estava tomado de cólera. Moveu-se lentamente pela multidão, ordenando a todos que defendessem a represa, dizendo que puniria aqueles que o deixassem ser derrotado. Sem dizer mais nada, dirigiu-se correnteza abaixo.

Eu perguntei a um dos Homens de Túnica Negra por que Deceiver não ficou para nos ajudar, e ele me respondeu sobriamente: "Ele vai avisar o Imperador correndo por dimensões inimagináveis, mais rápido que qualquer homem, e, se não for visto por ninguém, chegará lá muito mais rápido.".

Se falharmos, e se Soulblighter destruir a represa, a Legião será dizimada, sem ter chance de se defender.

23 – Shiver, A Primeira Batalha (Shiver)

Sábado, 25 de Abril, ao sul de Silvermines

Shiver ainda continua entre nós e Soulblighter, da mesma forma como fez dois dias atrás no Rio Ire. Os homens que lá lutaram enfrentaram um exército de servos, e nada fizeram além de perder tempo. Será que Soulblighter planejou destruir Shiver juntamente com a Legião? A maldade deste demônio certamente não tem fim.

Alric pôde repelir o ataque de Shiver e forçá-la a seguir pelo caminho das terras ao sul de Silvermines, mas nunca houve oportunidade de destruí-la diretamente. Nós resolveremos isto em algumas horas.

Deceiver anseia pela morte de Shiver há dias. Alric escolheu cinco homens de coragem espantadora para acompanhar Deceiver no labirinto do desfiladeiro em que ela se esconde. Lá, eles a caçarão e a destruirão.

Com Shiver derrotada, Alric e o restante de nós tentaremos flanquear Soulblighter e forçá-lo a ir para Cloudspine.

24 – Na Segunda Batalha, O Renascido (Twice Born)

Sábado, 25 de Abril, Base de Tharsis

As lendas não fazem juz às habilidades de Alric como espadachim. Ele possui a espada Balmung e a maneja com tamanha destreza que libera energias místicas capazes de abater seus inimigos. Este homem é certamente páreo para Soulblighter.

Toda a Legião se preparou para este momento - o confronto final com Soulblighter. Ele está encurralado e furioso, tornando a luta ainda mais terrível. Nós enfrentamos seu principal exército e faz dois dias que o estamos empurrando rumo a Cloudspine. Perdemos aproximadamente metade de nossas tropas, mas é certo que causamos muito mais danos do que recebemos.

Temos o exército de Soulblighter cercado entre a Cloudspine, o Rio Ire e Tharsis - a forja lendária dos Trows. Com Deceiver possuindo parte de seu corpo, Soulblighter não mais poderá escapar.

Nós vamos continuar e venceremos, para honrar a memória daqueles que tombaram ante de nós.

25 – Enfim, A Mentira (The Forge)

Segunda-feira, 27 de Abril, Tharsis


Soulblighter conseguiu o inimaginável. Com seu exército disperso na confusão, ele fugiu pelo Olho de Tharsis aprofundando-se nas entranhas da terra. Não posso condená-lo. A sagacidade de Alric abrindo caminho entre as fileiras inimigas, com a espada Balmung brilhando em suas mãos, fez com que muitos de nossos homens ficassem parados, estupefatos.

Se fosse qualquer outro que não Soulblighter, eu tenho certeza que nós apenas esperaríamos fora do vulcão até que fosse assado vivo ou fosse morto pelos vapores tóxicos. Infelizmente, ele sobreviveu e devemos segui-lo.

Nenhum de nós é tolo o bastante para acreditar que Soulblighter fugiu porque sentiu-se amedrontado. Se ele planeja morrer, não fará isso sozinho e sem estardalhaço. Alric crê que ele escolheu este local, deliberadamente, para o confronto final. Para Soulblighter, não é mais importante sobreviver ou não ao cataclismo que pretende criar ao destruir Tharsis e acabar com Cloudspine. Soulblighter, assim como Balor, não procura conquistar, mas destruir, para ser o mestre dos mortos em uma terra desolada.

Assim, Alric está reunindo todos os capazes para entrar em Tharsis. Os lutadores feridos e enfraquecidos também serão úteis. Eles devem certificar-se de que o restante do exército de Soulblighter retornou às profundezas da terra.

Dessa forma, eu rapidamente escrevo meus últimos pensamentos antes de entrar em Tharsis e deixar meu diário aos cuidados de nosso cirurgião, pois sei que posso não retornar - e acho que isso não me importa mais.

Ou nós matamos Soulblighter e seus lacaios, ou aqui pereceremos - levando nosso mundo conosco.

Final do Myth II – Soulblighter:
Renascimento

Segunda-feira, 4 de Maio, Seven Gates

Os Fallen Lords estão mortos e as Forças das Trevas abandonaram a terra. Agora, nós voltamos à difícil tarefa de reconstruir nossos lares. Levará muitos anos para restaurarmos nossas cidades e recuperarmos nossas fazendas. Mas, desta vez, permaneceremos em vigilância.

Eu decidi seguir o Imperador e seus Guardiões de Heron de volta à Muirthemne - não há mais nada a fazer em Strand, minha terra natal.

Tornei-me amigo de Nove Corpos de Crocodilo, o homem que cuidou de muitos dos meus ferimentos durante o ataque a Tharsis. Ele é um ancião, aos moldes de Heron, e conversar com ele trouxe-me algumas reflexões sobre o que aconteceu com nosso mundo.

Há leis que governam as atividades universais que permaneceram imutáveis durante eras. De acordo com estas leis, as tropas da Luz e das Trevas mantêm domínio sobre o mundo, com terras pertencendo aos homens e aos montros, sucessivamente.

Cada ciclo poderia ser previsto pela aparição de um grande cometa, prevendo a elevação do salvador ou do destruidor. Cada Era Dourada levaria a uma das Trevas, onde almas perdidas estremeceriam o mundo e os espíritos demoníacos atormentariam a terra. Em resposta, cada Era das Trevas levaria a uma das Luzes, o demônio passaria pela terra assim como o cometa passa pelo céu.

Os salvadores de cada Era Dourada eram homens que surgiram para combater as Trevas e nunca deram suas costas a esta ameaça. Eram homens de heroísmo inflexível, que não desistiriam até libertarem-se da crueldade das forças do mal que dominaram suas terras. Muitos destes heróis foram destruídos em combate e retornaram na era seguinte, como um Fallen Lord, destruindo tudo o que eles lutaram por preservar.

Mesmo que o herói de cada era da Luz seja diferente, todas as eras das Trevas são governadas pela mesma besta - uma divindade transiente que procura apenas o conflito: O Nivelador. Assim, Tierces retornou como Magi no fim da Era da Razão - e Connacht, o grande herói da Era do Vento, retornou como Balor para devastar o maior império que o mundo já conheceu.

O Nivelador nunca foi derrotado. Ele foi imobilizado por feitiçaria, decapitado e queimado num poste, na Segunda Era. Mil anos depois foi esquartejado e derretido nas planícies próximas a Ileum. Os cavalos infatigáveis carregaram os pedaços do seu corpo para os quatro cantos do mundo. Novamente, na Quarta Era, seu corpo foi destruído pelo fogo, suas cinzas misturadas com sal e enterradas sob as Montanhas. Balor, Magim e todos os que vieram antes deles vestiam o Manto do Nivelador.

Quando afirmei que Balor foi derrotado há sessenta anos, Nove Corpos balançou a cabeça convictamente.

Soulblighter não era O Nivelador. Até poderia ser, se tivesse sobrevivido no próximo milênio - mas, em sua tentativa de forçar o ciclo, ele pereceu. É de se imaginar que, por causa de suas ações, o ciclo foi quebrado, mas não podemos ter certeza - ao menos não por outros cento e quarenta anos.

Nove Corpos sorriu satisfeito, dizendo que, com um pouco de sorte, ainda poderá estar vivo para ter certeza disso.

Ele me contou sobre a antiga Muirthemne, descrevendo-a com palavras formidáveis, vindas do guerreiro já grisalho que se tornara. Ele falou sobre seus vários palácios e belos monumentos. Quando eu lhe disse que gostaria ver a cidade no auge de seu poder, ele disse que eu talvez pudesse vê-la antes de morrer.

Então, disse-me que no próximo ano os Guardiões de Heron estariam reiniciando o torneio anual dos clãs, para preencher suas fileiras. Homens de bravura e guerreiros renomados de todos os cantos do império se reuniriam para competir em busca da honra de se tornar um Guardião.

Eu estarei lá.
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Andorinha - (Swallow)
De todas as andorinhas, nas Quatro Eras, não há dúvida de que Belo Garoto foi a mais poderosa e sua morte a mais saliente vitória dos Felinos durante a Era do Vento.

Esquilo – (Squirrel)
"... mas foi somente Rocky que levantou o desafio e pegou as grandes nozes; as imensas nozes que nem dois esquilos poderiam pegar."
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Re: História do Myth

Mensagempor Kurt Ramone » Qua Jul 29, 2009 2:02 pm

Texto das Unidades
Nome em Português (OBS) – (Nome em Inglês)


Myth - The Fallen Lords

Aldeão – (Villager)
Os humildes fazendeiros que abastecem o Oeste, sofrendo o pior em cada conflito, alistam-se antes de terem quinze anos de idade para complementar as fileiras do exército.

"... então, Pelleas se ergueu e perguntou ao Conselho dos Lordes, ‘E o que acontecera ao campesinato se as Forcas das Trevas avançarem ainda mais ao Norte?’ E o Conselho respondeu, ‘Eles morrerão, assim como nos.’"

Anão - (Dwarf)
"Os primeiros relatos dos anões falam de heróis que teriam seguido para o norte até as montanhas para destroçar Ghôls, mas ainda mais repetida é a história de Dvalin, filho Alfrigg, terceiro eforo de Stoneheim..."

"Horas depois da queda de Myrgard, os anões que defendiam Stoneheim destruíram a barbaça, sepultando dez mil dos seus sob varias toneladas de fragmentos rochosos."

Anão Desbravador – (Dwarf Pathfinder)
"Iri viajou por três dias nas montanhas assombradas dos Ghôls, comendo enquanto andava e dormindo entre as pegadas; ele correu as ultimas 5 horas, atravessando as 26 milhas repletas de cadáveres no pântano ao redor de Covenant..."

Anão Herói - (Dwarf Hero)
"Ficamos felizes em ver Oleg quando ele, finalmente, retornou do arvoredo, mas quando vimos que sua sacola estava vazia, cobrimos nossos ouvidos... pedaços chamuscados de Servos caíram do céu por momentos que pareceram durar horas"

Andarilho - (Journeyman)
"Retornando as ruínas que a cidade de Muirthemne havia se tornado em sua ausência, cada um dos imortais Guardas de Heron arrancou nove ladrilhos de ouro do muro do palácio, cada um deles pesando o mesmo que um homem adulto..."

"Com o corpo repleto de feridas, Six Motion Blooby Jaguar se ajoelhou para beijar o solo e, absorvendo sua força, levantou para enfrentar o flanco mais numeroso do inimigo."

Aparição - (Fetch)
"Na primeira olhadela, pensei que fosse um demônio. Quando falou, sua voz parecia com a de um anjo, mas sua verdadeira natureza estava mascarada pela pele destruída que estava vestindo."

Nos não sabemos se as Aparições vestem a pele dos homens por necessidade ou por extravagância, mas nos sabemos que eles não são deste mundo e que sua arrogância não encontra rivais entre as hordas dos Fallen Lords.

Aranha das Cavernas – (Spider)
As mães diziam para seus filhos irem para a cama ou aranhas das cavernas os levariam para suas tocas e os transformariam em banquetes.

Depois de gozar da facilidade com que ele havia matado uma delas, Hrungnir foi avisado "o que elas pecam em forca, compensam com a numerosidade"

Arqueiro (fir’Bolg)
"... ainda que os Ghôls estivessem com medo, após o terem capturado em Myrgard, desconjuntaram seus braços até os ombros, utilizando um cinzel, para garantir que ele nunca mais atiraria uma flecha."

A trégua que trouxe para a Luz os fir’Bolg, antigos inimigos das nações civilizadas, foi forjada por ou’Kahn o Grande Rei e Caliban, durante a Era da Espada.

Arqueiro Hero (fir’Bolg Hero)
"... mas foi ki’Angsi sozinho que encarou o desafio e armou o arco dos gigantes; tão grande que nem outros dois homens juntos seriam capazes de utilizar."

Avatara (Alric) – (Avatara)
"... a sétima horda de Servos avançou através do terreno escorregadio e empilhou os cadáveres. Mazzarin viu Watcher com eles e, finalmente soube os dias que lhe estavam."

"De todos os avatara das Quatro Eras, não a duvidas de que Mazzarin era o mais poderoso e de que sua morte foi à vitória mais evidente das Trevas durante a Era dos Ventos."

Bárbaro - (Berserker)
Dizem que um bárbaro, em Stair of Grief, ao ser informado que o exercito de Sem-Almas era tão numeroso que suas lanças poderiam esconder o Sol, bradou "Então lutaremos na escuridão."

Ainda que Egil e seus homens estivessem cobertos de lanças, sua carga não vacilou e eles atacaram Os Homens Ocos com tamanha ferocidade que até mesmo os Servos pareciam congelados de medo.

Bárbaro Herói – (Berserker Hero)
"... mas os ataques de Turgeïs eram tão velozes e sua lamina cortava tao profundo que seu adversário mal teve tempo de se recuperar do primeiro golpe antes de ser despedaçado pelo segundo."

"Quando Alric anunciou que precisava de um homem que penetrasse no coração da cidade cheia de cadáveres de Muirthemne para obter o que poderia ser a única esperança de vitória, Truan voluntáriou-se sem hesitação."

Capricornio Enlouquecido dos Pântanos (Watcher) – The Mad Goat of the Fens
Aprisionado por Connacht durante a Era do Vento, Watcher somente conseguiu escapar arrancando seu braço ate a altura do cotovelo, como um lobo que devora sua perna para escapar de uma armadilha.

Ghôl - (Ghôl)
Os Ghôls sempre estiveram em guerra contra os anões ao redor de Myrgard e Stoneheim sendo que, a posse da terra ancestral dos anões tem sido seu mais fanático sonho por séculos.

Os Ghôls adoram enormes pedaços de pedra bruta, movido há muito tempo para as campinas abertas bem abaixo das cercanias de suas montanhas. Sozinhos, eles lembram dos nomes dos deuses da escuridão.

Gigante da Floresta – (Forest Giant)
"No ultimo dia do cerco nos Seven Gates, um sacerdote perguntou aos Gigantes presentes sobre sua fé. Um deles, ainda jovem, banhou o homem com lascas de pedra enquanto batia no solo, ‘A Terra e nossa Fé.’"

"Quando perguntados sobre a origem de seu ódio pelos Trow, todos ficaram em silencio. Depois de algum tempo, o mais velho deles olhou para baixo e pareceu chorar, ‘Foram eles que envenenaram a alma do ferro.’"

Guerreiro - (Warrior)
Depois que os exércitos da Província foram finalmente derrotados em Covenant, os sobreviventes se espalharam pelas cidades livres do Norte, levando consigo suas armas.

"As únicas palavras de Maeldun ao voltar exausto de Tyr, após uma longa campanha no Leste somente para encontrar metade da cidade em chamas depois de um ataque surpresa de piratas vindos do Leix, foram ‘Mostrem-me o caminho para Leix.’"

Mahir – (Mahir)
"... uma faca obsidiana gritou em uma língua que ele não entendeu. Suas palavras violentas, claras e distintas, rasgando seu peito e o empurrando para a coisa negra que havia se erguido das sombras."

"... o que nos puxamos de volta mais parecia uma carcaça do que um cadáver -- umas fatias de carne grudadas nas costelas e na espinha."

Myrmidon - (Myrmidon)
Quando ainda tinham carne e sangue, os Myrmidons eram orgulhosos de seus longos cabelos e pintura corporal, passando mais tempo na frente do espelho do que no treinamento.

Desejosos de poder e imortalidade, a raça de guerreiros Myrmidons deixou suas famílias e amigos para se juntar a Balor e os Fallen Lords, sendo conhecidos também, também como Os Sem-Parentela.

Nascido Duas Vezes (Soulblighter) - Soulblighter
"... mas ele tem desaparecido frequentemente nas ‘Terras Sem Dono’, sempre retornando, apos uns poucos anos, com alguma coisa de mal inimaginável, sempre mais terrível que nas vezes anteriores."

"... alguns acreditam que ele é Damas, um dos tenentes de Connacht, durante uma campanha no leste, aprenderam como prolongar indefinidamente sua vida por meio de sacrifícios humanos e rituais de auto-mutilação."

O Imbatível (Balor) – The Leveler
"As lendas da Segunda Era falam sobre um herói que surgiu no Leste e libertou sua nação dos grilhões sangrentos das criaturas abomináveis que a dominaram por tempos incontáveis"

"Naquele dia em que Muirthemne foi arrasada, o sol se ergueu para revelar um exercito que parecia se estender até o horizonte. No centro dele estava Balor com a silhueta de sua bandeira contra a luz do amanhecer."

Obscurecido - (Shade)
"... e foi dito que o ódio de Sciron pela vida era tão intenso que sua sombra sairia e mataria enquanto ele estivesse dormindo e que ela não retornaria ate que ele acordasse."

"Uma casa destroçada pelo fogo. O veneno e a carniça. O que havia sido uma ovelha pela manha, agora se espalha pelas grandes paredes do celeiro..."

Pútrido - (Wight)[/color][/b]
"... ainda que os anões a frente de Myrgard prevalecessem sobre os Pútridos, cada um sabia da sanguenta e lenta febre mortal que aguardaria os sobreviventes da batalha."

"... mas eles não atacavam por malignidade. O que os instigava a lutar era o doloroso pensamento de se livrarem de uma angustia tão singular que arruinava seus corpos mesmo estando sem vida."

Sem-Alma - (Soulless)
Chamados de ‘Homens Ocos’ no Oeste, os Sem-Almas são temidos pelo terrível veneno com o qual eles embebem seus dardos antes da batalha, criando feridas incuráveis nos inimigos...

"... eles vagam pelos campos corrompendo tudo o que tocam, deixando em seu caminho um fedor que é semelhante ao de um açougue há muito tempo abandonado."

Servo - (Trall)
"... a sétima horda de Servos avançou através do terreno escorregadio e empilhou os cadáveres. Mazzarin viu Watcher com eles e, finalmente soube os dias que lhe estavam."

"Bahl’al desceu o rio, passou pelas salas enferrujadas de Si’anwon e, quando chegou no mar, não descansou por nove dias, procurando as ruínas dos palácios e templos dos Trow em busca de seu sonho."

Esporo das Cavernas – (Spore)
Os Esporos, ainda que imóveis, são temidos por seu vapor mortal ...

Skrael – (Skrael)
"Cada Skrael acredita que aquele que morrer em combate renascera sete vezes para lançar sua vingança sobre seus destruidores e que cada uma destas sete reencarnações pode levar a outras sete..."

Trow - (Trow)
"‘... ou nos vamos destruir seu povo como uma floresta de pinheiros.’ Um Grôl perguntou o motivo dele ter enfatizado os pinheiros. ‘Uma vez cortados, os pinheiros nunca mais voltam a crescer.’ Falou o emissário Trow, deixando os Ghôls em silencio, sem reação."

"Inicialmente, achávamos que o celeiro onde estávamos nos escondendo tinha sido protegido magicamente, porem avistamos, sem sombra de duvidas, a silhueta de um Trow, tornando-se mais distinta à medida que a poeira baixava..."


Myth II – Soulblighter

Aldeão – (Peasant)
" ... sempre louvando o Rei Alric pela mudança em suas vidas. Os aldeões e agricultores do Oeste têm prosperado durante a paz que segue a Grande Guerra."

Os agricultores humildes que alimentam o Oeste, sofrendo em todos os conflitos, conscritos antes dos quinze anos para a classe do exército.

Aldeão (Rurik) – (Peasant)
"... bem respeitado pelos semelhantes e admirado pelo povo... é a cabeça do conselho da cidade... muitos acham que será o próximo maioral de Willow Creek."

Alvo Palerma – (Target Dummy)
"Os alvos do Oeste sempre tiveram o dever desgraçado de treinar guerreiros jovens."

Anão - (Dwarf)
"Com um ano da derrota de Balor, os anões reclamaram Myrgard e suas províncias. Muitos retornaram às suas terras, mas alguns construíram novas vidas no Oeste."

"... a divindade dos ghôls: um monumento pela vitória de Balin. Foi o suficiente para sustentar o ódio mútuo, desde que os ghôls atacaram a cripta, em Myrgrad, atrás de 'alimentos'."

Anão Explorador - (Dwarf Pathfinder)
"... então Crüniac chamou pelos Anões... à frente estava Jari, filho de Balin, e Uni, filha do Arconte de Stoneheim; forte e sábio... insuperável na bravura ou audácia..."

Anão Fantasma - (Dwarf Ghost)
"... os pedreiros que construíram o mausoléu de Clovis, o primeiro Imperador de Cath Bruig, ainda andam pelos corredores antigos, ansiosos por destruir quem saquear os cofres sagrados..."

Anão Herói – (Dwarf Hero)
"Matemático e engenheiro antes da Grande Guerra. Essas habilidades o ajudaram bastante na queda de Stonheheim, dominada pelos Ghôls, e a destruição da universidade... essas habilidades lhe forão úteis nos anos que sucederam..."

Anão Morteiro - (Dwarf Mortar)
"'Si vis pacem, para bellum' tornou-se um lema nacional para os Anões, e os avanços que eles tiveram na área de explosivos nos últimos sessenta anos é impressionante."

"Vnarin, filho de Snorro, explicou melhor o caráter dos homens da brigada de morteiros da elite, quando disse: 'Isto faz alguns maníacos carregarem fogo no punho e morte nas costas.'"

Anão Morteiro Herói - (Dwarf Mortar Hero)
Mesmo que o Morteiro normal.

Andarilho - (Journeyman)
"O ritual de cura tem suas raízes nos ritos de iniciação do Guardião de Heron, mas o que traz imortalidade em uma pessoa restaura meramente a vitalidade de homens fracos."

"... além de renascer como membro dos Guardiões imortais de Heron, a data de sua iniciação, conforme o calendário dos antigos reis de Cath Bruing, serviria como novo nome..."

Andorinha - (Swallow)
De todas as andorinhas, nas Quatro Eras, não há dúvida de que Belo Garoto foi a mais poderosa e sua morte a mais saliente vitória dos Felinos durante a Era do Vento.

Aparição – (Fetch)
"... as aparições vestem pele de homens sem necessidade, pois se o olhar de Wyrd caísse sobre elas não muito adornadas, ele poderia reconhecê-las e golpeá-las..."

Não nativos de nosso mundo. É dito que lutam para Soulblighter, esperando que ele honre a jura a Balor de enviá-lo para casa. Encalhadas em nosso mundo, só servem para aumentar nosso ódio.

Aranha – (Spider)
"... Berel lançou uma lenha em brasa dentro do poço para saber sua profundidade... um pesadelo ferveu daquele buraco, onde somente um entre seis dos nossos sobreviveu..."

"... Connacht não pode ignorar por muito tempo as atrocidades da Aranhas-culto, mas quando seu santuário foi atacado, nenhum traço dos Ferreiros de Muirthemne, ou de seus seguidores, podia ser encontrado."

Arqueiro – (Bowman)
"... ocasionalmente, um arqueiro de confiança é enviado a Ermine, a terra de fir'Bolg, para estudar sua destreza em um dos três colégios de guerra: jo'Za-Thatal, wa'Ama-Tchal ou ai'Kijin-Tak."

"... quando lhe perguntaram quantos homens deveriam ser treinados para tornarem-se arqueiros, og'Uh disse: 'Um dentre vinte de cada cidade. Vá, esses homens se farão reconhecíveis."

Arqueiro das Trevas - (Bowman Dark)
"... mas nem todos os homens são arqueiros por amor em seus países ou defenderem seus senhores... alguns o são pelo amor ao dinheiro; outros, pelo desejo de matar."

"...para os amantes dos salteadores das Colinas Chalk... e para as gangues das Baixadas de Tarhan... foi negócio, como sempre... não importa quem morra; suas barrigas importam."

Arqueiro Fantasma – (Bowman Ghost)
"Ser um Arqueiro do Exército Imperial foi uma segunda honra, apenas por aceitar ser um Guardião de Heron. Diz-se que a honra deles foi grande e que não dormiriam enquanto a coroa estivesse em perigo."

Arqueiro Herói – (Bowman Hero)
"Em batalhas, seu arco cantava como lira... ao atirar sua primeira flecha pelo coração do inimigo, já tinha perdido mais duas. Muitos ghôls proferiram juramento de sangue em seu nome."

Bandido – (Brigand)
Sempre haverá homens sem caráter ou força de vontade que sejam mais felizes que aqueles que respondem às ordens de homens-demônios para fazer de suas vidas um pouco mais confortável.

"... ladrões, bandidos e assassinos... são os tipos de homens que montam as gangues... fracos vilões determinados esperando esconder erros entre os demônios dos tiranos..."

Barão – (Baron)
Os aldeões mais próximos foram pegos enterrando seus mortos o mais longe possível do domínio do Barão, após virem parentes mortos recentemente caminhando por terra.

Bárbaro – (Berserker)
"... no regresso, após a defesa dos Fallen Lords, os homens do Norte encontraram suas fazendas e vilas virtualmente intocadas pelas Trevas... um teste ao caráter de seus guardas."

"Contudo, tendo Gwyon e seus irmãos sido mortos, eles decidiram destruir o ímpeto da ordem dos ghôls... cada defunto disperso até um passo não poderia ser pego sem passar por outro..."

Bárbaro Fantasma – (Berserker Ghost)
"Honrando o heroísmo, Connacht permitiu que os homens do Norte que defenderam Llancarfan fossem queimados no Mausoléu de Clovis - a Cripta Real de Cath Bruig."

Bárbaro Herói – (Berserker Hero)
Trahern lançou um terrível golpe para Fulsom, pegando seu braço esquerdo e empilhando três mortos aos pés, antes que a gangue finalmente deixasse a rota, para nunca mais ser ouvida...

bre’Unor – (bre’Unor)
"... pouco é sabido sobre bre'Unor, uma palavra de fir'Bolg referente a vários cultos do Império, à parte de sua devoção fanática ao espírito profano elementar, b'Y'laggo..."

"... se for este a quem fir'Bolg esteve ensinando suas habilidades marciais antes da memória, não é surpresa que eles sejam tão bons, nem que eles morram para proteger o reino..."

Cadáver – (Ghast)
"... a medonha multidão perdida nas florestas...suas insignificantes garras a procura de algo... palavras desconhecidas... levam à vila que elas chamam de lar não muito distante..."

"Seu punho golpeou meu rosto e uma faixa de carne putrescente caiu, aderindo à minha face... eu perdi o 'juízo' pelo horror disso... se não pela rápida ação de meus companheiros..."

Capitão Guerreiro (Garrick) – (Warrior Captain)
"... é um lutador líder... nunca devia sua lealdade à coroa... assim, é o braço direito de Crüniac. Ele é, definitivamente, o mais popular entre os homens da Legião..."

Cavaleiro Estígio – (Stygian Knight)
Conchas vazias de armaduras animadas por feiticeiros, os Cavaleiros Estígios não tinham sinal de vida verdadeiro e, assim, não temiam a morte.

"... é dito que os rituais de animação requerem o atirador para rendição de sua alma, para proporcionar aparência vital aos Cavalheiros."

Cervo – (Deer)
"A tradição da segunda era fala do ressurgimento de um cervo no Oeste, que come deliciosos projéteis verdes e galhos e folhas que dominaram sua terra por um tempo marcado na memória..."

Esquilo – (Squirrel)
"... mas foi somente Rocky que levantou o desafio e pegou as grandes nozes; as imensas nozes que nem dois esquilos poderiam pegar."

Feiticeiro – (Warlock)
"... está para o conhecimento proibido e outras coisas nas ciências metafísicas, como bruxa está para a chama... eles estão destinados a saber tudo que dá poder sobre os outros homens."

Os Feiticeiros são severos, sem humor; seus corações obstinados pelos segredos conseguidos na busca dos poderes. É improvável que se achem pensamentos incríveis ao sorrir de um Feiticeiro.

Feiticeiro Herói – (Warlock Hero)
"... ele sacrificou muito em perseguições ao Ultimate Truth... uma permanente cadeira na Universidade de Covenant... um banco na corte do Rei...e, como nada negava, sua alma."

Galinha – (Chicken)
Elas têm percorrido a Província por milênios, mas em apenas cinco anos o homem descobriu como Chicken Berel as caçou, para extingui-las. Sobrou apenas um punhado destas nobres bestas.

Ghôl – (Ghôl)
"... com a destruição da maioria dos santuários sagrados em Myrgrad e a retirada das terras do Anões, os ghôls somente redobraram suas forças para '...acabar com a existência dos anões'."

"... eles celebram a captura do capitão dos Anões, em Myrgrad, com festas sob a lua cheia... re-ordenando suas destruições, até que nunca se esqueçam do momento de triunfo."

Grande Myrkridia – (Myrkridia Giant)
"... fomos ver o que restou de nosso grupo explorador... o que encontramos foi menos cadáveres do que carcaças... pedaços de carnes aderentes a seus ossos roídos e quebrados..."

"Eles eram canibais da pior espécie, orgulhosamente mostrando seus horríveis troféus... e seus ossos presos por um punho de ferro... ao primeiro sinal de fraqueza eles virariam trapo."

Guardião de Heron – (Heron Guard)
"A cada sete anos, guerreiros de renome de todos os cantos do império se reúnem para competir pela honra de divertir o Guardião de Heron. Da multidão, nem seis serão escolhidos..."

"... Oito Orgulhoso lançado no campo de batalha como um raio de luz... suas espadas brilhando, seus adversários caindo ao chão em pilhas de mortos..."

Guardião de Heron Herói – Heron Guard Hero)
"Quatro Pederneiros tinha de conter o sorriso quando a palavra vinha do bandido que tinha atacado de 12 a 15 homens. Ele disse: 'é casual eu nunca os ter visto, mas eu esteve ocupado.'"

"... ele não dormia a dois dias, mas ainda lutava... suas juntas doíam e suas mãos estavam cansadas, mas ainda lutava... na aurora do décimo terceiro dia os inimigos recuaram."

Guerreiro – (Warrior)
"... desde o final da Grande Guerra, os guerreiros da Província serviram como um tipo de vigilante... das Cidades Livres do Norte ao Coração da Floresta..."

"Mauriac, ancião e honrado, ainda fala de seu tempo com a Legião e sua vitória sobre Balor. Muitas das grandes mentes militares de nossos dias se aperfeiçoaram sob seu comando."

Imperador Alric (Alric) – (Alric Emperor)
"... nós iremos forçar e destruir nossos inimigos. E assim que [eles] conquistados, reconstruiremos o Império de Cath Bruig para sua glória."

Larapio – (Poacher)
É sabido que um grupo inescrupuloso de homens acabou com um igualmente inescrupuloso grupo de Anões, para alcançar o mercado de carnes.

Albrecht, o Rei dos Anões, viu tudo como um último convite de Wehrfaktorie. Chocado, disse: "Somente estas criaturas poderiam fazer a guerra tão terrível."

Lobo – (Wolf)
"Os lobos de Ermine têm sido uma ameaça para a população das Cidades Livres do Norte... desde que a área foi colonizada na Era Axe."

"... lobos, temidos por séculos, vistos como canibais e matadores de criação... usados para aumentar o efeito de fir'Bolg durante nosso tempo de conflito..."

Mahir – (Mahir)
"O ar é tão frio, batendo em mim como um vento de inverno. No entanto, parece que eu sou um cara de sorte... Clemmins se rompe em partes..."

"... mas eu nunca ouvi um homem são gritando daquela maneira. De repente, encontramos o corpo de Beryl nas sombras... pior, a pele dele..."

Myrkridia – (Myrkridia)
"...o mundo viveu na sombra dos myrkridias - uma corrida à carne - comedores horríveis de descrever... criaturas aptas a deixarem o na terra medo por centenas de anos."

"A tradição não nos diz muito sobre os Myrkridia, salvo pelas horríveis plataformas de crânios que eles construíram com as várias cabeças de seus inimigos."

Myrkridia Fantasma – (Myrkridia Ghost)
"Muitos deles foram mortos quando atacaram Muirthemne o sangue cobriu todo o chão... nem todos os desaparecimentos misteriosos poderiam trazer de volta os cultos às Aranhas."

O Invocador – (The Summoner)
"Eu abri o Codex... e li sobre a vida de um homem ainda não nascido, que ressuscitaria os myrkridia e visitaria horrores do mundo sem igual na história ou no mito."

Porco – (Pig)
Um bárbaro em Tandem, que falou do extraordinário gosto de porco assado, diz-se ter respondido: 'e um ghôl pode ser saboroso, mas nunca saberei, pois são feras imundas.'

Pútrido – (Wight)
"... uma vez conhecidos como os Mensageiros de Culwyeh, um nome agora esquecido pela maioria dos discípulos de Neocromancy, estes miseráveis queriam apenas libertar-se da infernal existência."

"... precedendo o assalto a Covenant... dois 'score' e nove pútridos foram conduzidos a Tiber, a horas da cidade, para ficarem lá até explodirem, tornando a água intragável."

Rei (Alric) – (King)
"... ele tirou de sua túnica uma das cinco Pedras Eblis, e por pouco tempo tornou-se igual à Balor. O restante da Legião foi sacrificada... para dar-nos tempo de pegar a cabeça de Balor."

Sem-Alma – (Soulless)
"... também conhecidos como 'Homens Ocos' no Oeste. A arma dos Sem-Almas é uma lança farpada embebida em um veneno, que causa dor cruciante... deixam feridas contaminadas por toxina que não cicatrizam..."

"... almas roubadas por bruxaria, uma vez amantes da Escuridão, existem apenas para torturar e derramar sangue... vivendo de pestilência e corrupção em sua vigília."

Servo – (Trall)
"... Bahl'al armou seu avançada exército com uma bolha de vento. Três dias antes de seu exército chegar... os cidadãos de Tyr sabiam de seus trágicos destinos, a cada hora que passava..."

"... eles atacaram a cidade de Covenant... reforçados não apenas pelo povo e fazendeiros da cidade estrucidada, mas também pela pilha de catacumbas, criptas e cemitérios de mil anos."

Shiver (Ravana) – (Shiver)
"... seu espírito, separado de seu corpo, figura sem rumo no éther... unidos por Soulblighter e... corpéoreo, com o terrível poder do Espelho de Tramist."

Sombra – (Shade)
"... Turquine, então, destruiu seus vassalos, desde que seu guardião pessoal o abandonou... ele concordou em aumentar as indescritíveis torturas dos Fallen, aquelas que lhe eram de revanche."

"... aqueles que Phelot julgou impróprio para usar como escravo... foram dados aos ghôls, que cortaram seus membros e comeram a carne... e assim partiram com o povo do Bosque de Avon"

Soulblighter (Damas) – (Soulblighter)
"... fracassado em recuperar a cabeça de Balor no Grande Vazio, Soulblighter fugiu para o leste das Terras Indomadas... de volta ao templo onde pela primeira vez estudou artes negras..."

"... é questionável que Soulblighter foi o General mais brutal de Balor... sempre matando aqueles que pediam misericórdia... ele é o motivo de Söng não ter aparecido em nenhum mapa..."

The Deceiver (Myrdred) – (The Deceiver)

"... as fazendas ao redor de Covenant foram sufocadas pelos dois exércitos restantes e pelas grávidas com doenças sangüíneas... É a partir desta fortaleza que desembocou seus comandos."

"... O Watcher foi o segundo ou terceiro bruxo mais poderoso na memória viva... estes dois adquiriram o poder após a batalha por Tyr ... Watcher sobreviveu dificilmente."

Trow – (Trow)
"... quando Soulblighter confrontou os Trows, demandando sua servidão contínua, eles responderam: 'Faça ferro do resto e escolha um de nós. Pergunte seu nome e o que deve a você.'"

"... ele falou numa voz arrepiadora... suas palavras lentas e deliberadas... cada sílaba como um rugido do oceano..."
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Andorinha - (Swallow)
De todas as andorinhas, nas Quatro Eras, não há dúvida de que Belo Garoto foi a mais poderosa e sua morte a mais saliente vitória dos Felinos durante a Era do Vento.

Esquilo – (Squirrel)
"... mas foi somente Rocky que levantou o desafio e pegou as grandes nozes; as imensas nozes que nem dois esquilos poderiam pegar."
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Re: História do Myth

Mensagempor Kurt Ramone » Qua Jul 29, 2009 2:03 pm

Myth III - The Wolf Age

Prólogo

Nada além da poeira.

Passei semanas neste local, cavando a poeira com minhas mãos calejadas e rachadas. E, pelos meus esforços, obtive apenas mais poeira. Em minhas roupas, em meus olhos, enchendo minha tenda. O vento seco a carrega em nuvens tão espessas que chega a tocar o solo. Há dias, o único gosto que sinto na boca e o da maldita poeira.

Apesar de conhecer os meios de cura para me sustentar, temo não ser capaz de durar muito mais neste deserto sem água e varrido pela areia.

Os ventos já estão apagando minhas velas. Acabei meus escritos por hoje.

As ruínas daquela tom próxima ao meu acampamento me protegeram do grosso da tempestade de areia na noite passada." Estou grato porque, mesmo não tendo me revelado seus segredos, ao menos tornaram suportável viver em sua presença.

Escalei uma duna próxima no calor do meio-dia, e do alto observei o deserto ao meu redor. Os muros e arcos desmoronados da antiga cidade permaneciam como remanescentes de um desastre inacreditável. Mas, olhando através desse véu, comecei a compreender a grande cidade que erguerase aqui. Pois até onde meus olhos podiam ver através do dia do deserto, as ruínas da grande cidade de Muirthemne erguiam-se diante de mim, e eu me sentia pequeno diante da tao magnífica qlória de eras esquecidas. Compreendo agora como a Guarda de Heron dos Cath Bruig deve ter ficado perturbada ao ver sua amada cidade destruída por Balor e seus Senhores Decaídos. Apesar dessa atrocidade ter ocorrido a quase dois séculos, muitos ainda usam os mantos dos Artesãos, como eu.

Realmente desejo fazer parte das fileiras da Guarda de Heron, algum dia.
Mas, por enquanto, fico satisfeito em ajudar os necessitados e descobrir nosso passado ancestral. Ali, o quanto regredimos!
O conhecimento da nossa própria história está perdido para nós - enterrado sob estas montanhas de areias móveis.

Também hoje minha pá nada descobriu. Ainda assim, eu cavo.

Luz dos Wyrd, este foi um dia portentoso! Por onde começar?

Era manhã quando peguei alguns pequenos ovos dos lagartos das pedras que vivem perto das rachaduras das antigas muralhas. Procurando por uma sombra para minha refeição, encontrei a frente de um despenhadeiro, perdido em meio à escuridão. Quando me aproximei, comecei a notar algo estranho, As tempestades de areia das noites anteriores haviam erodido o despenhadeiro de forma dramática, pois ele havia sido a última coisa que eu havia observado. E agora, enquanto o examinava, via uma ligadura perfeitamente vertical percorrendo sua face.

Não demorei em pegar meu equipamento e voltar. Com cinzéis o uma grande pá cheios de poeira, lentamente descobri o milagre. Era um portal. Um portal montado em um despenhadeiro que não era de fato um despenhadeiro. E as toneladas de rochas e teria cobriam uma enorme estrutura desconhecida. E com a bênção do destino, esse portal foi exposto para que eu o descobrisse. Meu excitamento não tem limites, e minha imaginação não pode ser acalmada. À primeira luz tentarei abrir essa porta para o passado esquecido.

Foram varies dias de escavação febril. Parece que eu subestimei o tamanho do portal. Ele tem três vezes a altura de um homem, e quase a mesma dimensão em largura. Movi literalmente uma montanha de poeira, e, ainda assim, sua base parecia estar mais soterrada. No momento em que a chama alaranjada do horizonte lentamente dava lugar a uma noite cheia de estrelas, minha pá bateu em rocha. Finalmente cheguei à base do portal.

Atravessei uma montanha de terra para alcançá-lo. Penso na terrível magia que foi invocada para enterrar esta cidade, e tremo. Entortei dois cinzéis tentando abrir uma fenda entre as portas. Acreditava que poderia ficar sem equipamento adequado antes de abrir essa coisa. A única boa nova é que os ventos uivantes haviam diminuído.

Que horrores têm me visitado? Não posso acreditar no que testemunhei. Que Wyrd me proteja! Mudei meu humilde acampamento para a base do portal - temo que tenha sido isso que irritou a coisa. Era tarde quando senti a brisa demoníaca começar a soprar. Ela ficou mais forte, e precisei cobrir meu nariz e minha boca para respirar. O vento se abateu sobre mim como martelos, e sugou o ar dos meus pulmões. Corri para longe da rocha e senti o vento enfraquecer. Foi quando vi rapidamente a coisa.

A medida que o funil de areia se movia em espirais sinuosas, vi, escondida em suas profundezas, uma sombra de uma forma humana. Ela permaneceu imóvel, enquanto a coluna de poeira girava ao seu redor. As brasas brancas dos seus olhos estavam voltadas diretamente para mim, como um grito chocalhante lançado sobre o vento.

Depois disso, lembrei apenas de fugir daquele lugar.

Voltei ao meu acampamento hoje. Após uma noite sem descanso no deserto aberto, tomei minha decisão, A coisa que minha intrusão havia encontrado era certamente um espírito guardião. Lembro de ter escutado histórias sobre antigos feitiços, que podem prender um espírito à própria estrutura de um lugar, forçando-o a servidão por mil e um anos. Voltei ao portal. Tinha esperanças de que ele tivesse partido, mas quando me aproximei, o funil de pó espiralou de volta em uma forma temível. Outra vez me retirei para o meu acampamento. Preciso pensar em como libertar este lugar de tal coisa! Acredito que a falta de água me desorientou um pouco.

Agora sei o que devo fazer. Não tenho mal no coração. Se a criatura no portal for de fato um espírito guardião - e não algum monstro nascido das atrocidades cometidas aqui - ele deve atacar apenas se sentir o mal. Posso pensar em dúzias de motivos de falha nessa linha de raciocínio. Ainda assim, sinto que ela está correta. Temo que se partir para conseguir ajuda dos meus companheiros distantes, as mutantes areias do deserto cobrirão de novo o local. Não posso permitir isso. Se vou morrer, terei vivido uma boa vida de estudos. Deixarei este diário para trás, na esperança de que alguém possa encontrá-lo, se eu falhar.

Grande Wyrd em toda a sua Glória! A descoberta que fiz! Os segredos e mistérios das eras foram redescobertos! Devo voltar à cidadela e contar aos outros a respeito! Fiz todas as anotações que pude, mas há informações aqui para encher livros e mais livros! Tentarei escrever, com minhas mãos trêmulas, o que me aconteceu nas últimas poucas horas da maneira mais precisa que puder. Caminhei para a entrada de pedra e confrontei o guardião. Quando me aproximei, ele se ergueu das areias como uma serpente. A cada passo que eu dava na direção das portas, mais forte ele ficava. Seus ventos me atingiram e me fizeram ficar de joelhos, mas, ainda assim, eu rastejei. Ouvi uma voz semelhante a folhas secas sussurrar sobre as maldições que cairiam sobre mim, se eu não fugisse. Apenas os poderes de Wyrd permitiram que eu continuasse. Estendi uma mão trêmula e toquei a porta de pedra.

Quase imediatamente os ventos pararam. Ouvi o sibilo da areia caindo no chão. Agachado, e tirando areia dos olhos, vi que o guardião havia me deixado. Quando tentei levantar, um grande tremor sacudiu a terra. As portas do antigo edifício começaram a se abrir. A areia corria em rios à frente do despenhadeiro, e para dentro da imensa escuridão do portal à minha frente. Com um grande ruído, as imensas portas pararam, Adiante havia apenas trevas. Nem a luz brilhante do dia do deserto podia penetrar na abertura sombria.

Pegando um tronco seco do meu acampamento, enrolei um trapo com óleo ao seu redor, para fazer uma tocha primitiva. Na entrada do portal, minha chama revelou uma sala comprida, com longos pilares. O longo saguão dançava à luz alaranjada da tocha, quando comecei minha exploração. O prédio parecia ser um templo ou capela de algum tipo. O cataclismo que destruiu Muirthemne havia cobrado seu preço do edifício. Muitos pilares haviam caído e áreas do teto haviam sido destruídas pela rocha acima. A quem ou a quê este tempo era dedicado, ainda era incerto.

Enquanto caminhava pelo piso de ladrilhos coberto de poeira, notei uma vasilha de óleo rasa, ou braseiro, encostada à parede. Esperando ter uma luz extra para examinar este saguão cavernoso, mergulhei minha tocha e acendi o fluido escuro que havia em seu interior. Quando a vasilha de óleo voltou à vida, um filete de fogo desceu pela parede, por trás dela. Temendo que a vasilha de pedra estivesse rachada, aproximei-me para apagar a chama, quando percebi que o reservatório de óleo flamejante era escavado na própria parede. A chama inodora desceu para a borda do piso e continuou seu fluxo para longe de mim, transportada por uma canaleta estreita construída na parede.

Por mais admirado que estivesse, não hesitei em seguir a chama em movimento. A chama estava me levando cada vez mais para dentro da estrutura. Depois de passar agachado por um pilar caído, entrei em uma grande abertura. Toda a caverna estava nas trevas, nem a tocha que carregava iluminava a grande imensidão. A chama de óleo entrou na sala e começou a se espalhar. Para meu espanto, as chamas começaram a subir pelas paredes dessa câmara em fabulosas linhas entrelaçadas de luz. Ao acompanhar as trilhas flamejantes, fiquei chocado com o que pude ver.

Um mural desenhado pelo fogo. Incrustações de ouro captavam e refletiam a luz alaranjada, enquanto as chamas iluminavam cenas do passado ha muito esquecido do nosso mundo. Lanceiros heróicos combatendo monstruosidades peludas que só podiam ser os vis Myrkridias. Imensos Trows, usando armaduras, atacando muralhas de castelos. Um homem encapuzado dirigindo formas cambaleardes contra soldados. Isso, e muito mais, estava representado na esplêndida luminescência. Enquanto admirava os incríveis arabescos de fogo, comecei a notar que a sala ficava mais iluminada. As chamas haviam acendido pequenos braseiros instalados sobre imensos pilares de pedra que desapareciam na escuridão permanente do teto. Olhei para baixo, para o ladrilho sob meus pés. Lindos mosaicos percorriam o piso, mostrando estrelas e escritos estranhos. Caminhando mais para dentro da câmara ainda iluminada, comecei a ver o padrão de ladrilhos sobre os quais caminhava - e percebi o objetivo deste tempo. Sob meus pés, estava desenhado um cometa brilhante, suas chamas brancas congeladas brilhando contra a tela azul da noite.

Era "O Mensageiro" - a ocorrência celestial que se da apenas uma vez a cada mil anos. Quando essa revelação explodiu em meus pensamentos, uma grande luz começou a brilhar. Grandes espelhos haviam captado a luz da chama e a havia focalizado em um globo dourado suspenso na outra extremidade do templo. Sob o globo flamejante havia uma estatua dez vezes mais alta que um homem.

Havia uma coroa em sua cabeça e suas mãos pousavam no cabo de um poderoso machado. Seus olhos sombrios eram firmes, mas não pude evitar sentir uma profunda tristeza dentro deles. Eu estava no templo em honra ao maior Imperador dos Cath Bruíg - o maior herói de todos os tempos. Aquele que salvou a humanidade da destruição definitiva há mais de mil anos. Aquele que destruiu o pesadelo dos Myrkridias e esmagou os templos de ferro dos Trows. Aquele que derrotou o feiticeiro das trevas Moagim e trouxe um fim à Era do Vento.

Eu havia encontrado o templo de Connacht, o Lobo.

Foram necessárias várias horas de exploração, mas descobri um cofre de pedra cheio com pilhas e pilhas de pergaminhos guardados em estojos de madeira seca. Esses pergaminhos continham os registros sagrados da vida de Connacht. Certamente, eles haviam sido vistos apenas pelos clérigos que haviam servido neste templo, ha muito tempo. Pretendo levar estes pergaminhos de volta à Cidadela da Garça. Ao serem decifrados, as histórias há muito perdidas do nosso mundo poderão mais uma vez serem reveladas.

III. O MUNDO DE MYTH
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Andorinha - (Swallow)
De todas as andorinhas, nas Quatro Eras, não há dúvida de que Belo Garoto foi a mais poderosa e sua morte a mais saliente vitória dos Felinos durante a Era do Vento.

Esquilo – (Squirrel)
"... mas foi somente Rocky que levantou o desafio e pegou as grandes nozes; as imensas nozes que nem dois esquilos poderiam pegar."
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Re: História do Myth - OBS: Muito texto

Mensagempor Kurt Ramone » Sex Ago 07, 2009 4:33 pm

Vou deixar trancado até formatar todos os textos, pra não ficar fora de ordem se alguém comentar.

Pretendo colocar a figura nas unidades.

Adicionei o Prólogo do Myth 3. Falta alguma coisa ainda, to tirando do Manual.

ATENÇÃO:
Se alguém souber onde compro ou encontro a versão em português do Myth 3 por favor me informe por PM.
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Andorinha - (Swallow)
De todas as andorinhas, nas Quatro Eras, não há dúvida de que Belo Garoto foi a mais poderosa e sua morte a mais saliente vitória dos Felinos durante a Era do Vento.

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